12/08/2011

Despertador humano

Hoje acordei às 7h30...Seria normal se eu tivesse colocado o despertador para esta hora porém, o que me fez levantar a cabeça do travesseiro foi uma birra de uma criança que se fazia ouvir por todo o bairro.
Image by:
http://abelhademota.blogspot.com/2008/03/tobias-das-birras.html

11/08/2011

Casaste com um Pé-rapado!

Segundo o dicionário, é um substantivo masculino que significa um homem de condição humilde, proletário.
Este é um termo perjorativo para designar alguém com poucas posses financeiras.
Outro dia ouvi alguém dizer que por sua vez, ouviu um comentário de terceiros a dizer assim: "casaste com um pé-rapado", confesso que fiquei chocada. Ainda não acredito que existem pessoas que medem os outros seres humanos pelos bens finaceiros que possuem e não pelo carácter e outras características de lealdade que são fundamentais para uma vida em comum. Enfim, vai-se lá perceber o que vai na cabeça de quem,também nascido numa família humilde, acha que a felicidade só está ao alcance daqueles que arrajam um casamento com uma conta bancária recheada. Será que estamos mesmo a viver neste século? 

04/08/2011

É tão bom recordar

Pela altura que eu era adolescente, não existia telemóvel, internet e nem a interacção que actualmente acontece nas redes sociais.
Escrevi muitas cartas de amor e recebi outras tantas que guardo religiosamente. Estas cartas são parte integrante do meu namoro que durou alguns anos e, de muitos mais anos, de casamento.
Por vezes apetece recordar estes tempos onde o papel de carta que eu utilizava era escolhido e comprado em unidades, num ritual interessante. Também era habitual escolher alguns cartões para marcar um momento mais do que especial em que os meus pensamentos estavam sempre ligados na minha futura cara-metade. Depois de fazer seguir as cartas pelo correio (pelo menos 1 por semana), ficava em verdadeiro frisson à espera da respectiva resposta. As figuras deste post mostram um pouco a variedade de imagens que existiam nos papéis de carta na década de 80.
Porém, o ritual não acabava por aqui…o carteiro costumava ir entregar a correspondência à casa das pessoas em bicicleta e, para dar conhecimento da sua chegada, ia tocando uma sineta que estava presa no guiador…era este som muito característico que me fazia ir a correr à porta de casa para ver se havia alguma carta para mim. Fui sempre a jovem mais feliz do mundo quando a sineta tocava para mim!

03/08/2011

Se a moda pega...

Ainda não acontece em Portugal mas este tipo de animação devia chegar até nós...Estes funcionários trabalham num shopping center situado na base aérea de Ramstein, na Alemanha. Quando chega a hora surpresa do dia, saem dos seus postos de trabalho até a zona situada à frente do restaurante e começam a dançar ao som de uma música colocada para o efeito, numa coreografia que mais parece tirada de um filme de comédia. A cena é hilariante mas ao mesmo tempo faz com que todas as atenções se voltem para aquele espaço.

02/08/2011

Saudades

É uma palavra expressa em sentimentos tão profundos e inexplicáveis que nem a nossa alma consegue explicar. É quando lembramos com maior ou menor intensidade, de pessoas, cheiros, animais, sabores, lugares, cores e momentos vivenciados, sempre com uma perspectiva positiva pois ninguém tem saudades de coisas tristes...a nostalgia se mistura com as lembranças guardadas na nossa memória e dá a sensação saborosa de que era bom podermos reviver tudo outra vez…Por vezes era muito bom que houvesse a possibilidade de voltarmos no tempo para darmos outro valor e, apreciarmos doutra forma, aqueles momentos que não voltam mais...
 

28/07/2011

Love...

Makes the world better
Fotos by: http://daianedayane.wordpress.com/[em linha em 28/07/2011]

22/07/2011

Meditação de um carangueijo

Esta semana foi o meu aniversário e não podia ir de fim-de-semana sem me pronunciar sobre este acontecimento. Ao contrário de algumas pessoas que conheço, gosto de comemorar datas como o Natal, passagem de ano, aniversário, dia dos namorados, do periquito, etc. Para além de valorizar todos os dias como únicos, gosto imenso de dar um toque especial aos dias que considero como diferentes dos dias “normais”.

Com o passar dos anos sinto-me muito mais madura e mais perspicaz em tudo o que me rodeia. Se por um lado é bom sinal, por outro fica a faltar a paciência de aturar determinadas situações que noutros tempos passavam-me ao lado.

Aprendi que as pessoas são como são e, se querem viver emburradas e de mal com a vida, que continuem como desejam desde que, não me peguem a maleita.
Descobri ao longo deste meu percurso de vida, que existem pessoas que gostam de se fazer de vítima como se esta situação fosse um género de mais-valia, para conseguirem atrair as atenções. Ainda existem as que são invejosas, mesquinhas e nunca estão contentes com o sucesso dos amigos. Estão sempre a cortar na casaca (de preferência nas costas) e quando têm hipóteses, deitam abaixo qualquer ideia mais interessante que surja no meio de uma conversa banal. Esta estirpe sujeita-se a levar uma grande resposta, à altura (diplomática obviamente), e ainda têm a lata de responder: Não entendeste o que eu queria dizer, não era bem isto…como estas são pessoas sem grande profundidade, nem conseguem assumir que são umas bestas e tentam colocar a ignorância do outro lado fazendo figura de vítima. Pois é aqui que as várias personalidades se misturam e estamos perante uma situação que nesta fase da minha vida, só me dá vontade de rir. Entretanto existem outras formas de estar que ainda conseguem mexer com o meu estado de espírito…é mais forte que eu. São aquelas pessoas que vivem uma vida dupla. Esta duplicidade, em maior ou menor grau não deixa de ser um engano para a própria pessoa e quem os rodeia pois actualmente, a meu ver, não existe lógica nenhuma viver assim. Para mim as pessoas devem ser como o vinho, existem milhares no mercado, produzidos com castas e estágios distintos e, agradam de forma diferenciada, pessoas com gostos variados porém, têm de ser autênticos. A autenticidade é uma marca diferenciadora num mundo cada vez mais global. Quem não é autêntico, só pode ser cínico não estou a ver outra designação. Se fossem vinho...não prestavam nem para fazer comida!
Não tenho nada contras as regras e as exigências da vida, aprendi a viver num mundo em que de uma forma ou de outra, temos de nos adaptar às diferentes situações e enquadrá-las na nossa maneira de ser e de estar. Por vezes, chateio-me à brava porque não sou perfeita mas sei diferenciar o que é bom do que é mal…Os bons exemplos são para serem seguidos e tenho tentado fazer disto uma bandeira pois na minha opinião, só deve atirar a primeira pedra quem não tenha cometido nenhum “pecado”.

Tenho aprendido a respeitar as pessoas mesmo que os seus modos de vida, não tenham nada a ver com o meu estilo e com as minhas ideias. Atenção que respeitar não significa privar em família mas simplesmente conviver da maneira mais saudável possível e não emitir as minhas opiniões.

Espero ter saúde para viver outros tantos anos como os que já tenho, de ver a minha família crescer, ter netos e mesmo que seja à distância, saber que os meus familiares são felizes. Gostaria de continuar lúcida para me lembrar dos dias importantes da minha vida e dos que me rodeiam, de lembrar de todas as pessoas importantes que já conheci e ter a capacidade de fazer novas amizades para aprender a ser cada vez mais FELIZ!

15/07/2011

14/07/2011

Cinema em 3 dimensões...bah!

Não me faz confusão o desenvolvimento e a inovação.
Sou apologista de que as coisas devem evoluir e melhorar sempre na perspectiva de acompanhamento dos tempos. No entanto, irrita-me que não possa ir assistir o último filme da saga Harry Potter sem ser em três dimensões. Será que qualquer dia também em nossas casas vamos ter de andar com aqueles óculos de tótós, a visualizarmos programas que no fim, nos deixam com imensas dores de cabeça? Por mais que goste do Harry Potter e seus amigos, não estou disposta a gastar dinheiro sem me divertir e, sobretudo, sair da sala de cinema com uma mega dor de cabeça, por causa da "fantástica" tecnologia 3D.

11/07/2011

Independence Day

Mil folhas de portobello e queijo cabra, numa saladinha fresca de morangos e hortelã


Creme de manga e gengibre, camarão salteado com aromas de côco


Cherne corado sobre puré cremoso de raiz de aipo, legumes orientais e vinagrete de bivalves


Parfait de chocolate branco e côco com sorvet de maracujá


Gaspacho de tomate e morango, mousse de mascarpone sobre um biscuit de pistachios

02/07/2011

Não há um dia em que não me lembre dela...

Aqui está a Néné na sua janela favorita de onde, para além de apanhar os melhores banhos de sol, podia avistar todos os passáros, perdizes e galinholas...petiscos vivos que lhe davam volta à cabeça.
Nesta foto ela regressava de um passeio na nossa floresta, em Casteau

15/06/2011

Santo António

Passados quase 20 anos desde a última vez que fomos aos Santos Populares, lá fomos nós contentes da vida, para ver as marchas de Lisboa.
Conseguir ver qualquer coisa de jeito foi uma aventura digna de constar do livro do Guiness.
A maior desilusão é quando percebemos que aquele espectáculo está ensaiado para o júri e, sobretudo, para a televisão. As marchas fazem as suas performances em um ou dois pontos estratégicos da Avenida da Liberdade e, o resto do percurso é feito sem darem cavaco a quem quer que seja. Ainda está no meu ouvido os apupos com que muitos dos presentes brindaram as marchas que passavam impávidas e serenas sem respeito pelos presentes.
Por outro lado, as marchas não estavam devidamente identificadas e as pessoas estavam sempre a perguntar umas às outras: "que marcha é esta?"
Praça do Rossio
Após a terceira marcha, desistimos e passamos a fase seguinte.
Seguimos pela rua do Coliseu até a Praça da Figueira onde o cheiro dos manjericos era fantástico. Subimos pela rua dos Fanqueiros até a Sé de Lisboa onde desfrutamos da companhia de milhares de pessoas em plena animação.
Largo da Sé de Lisboa 
Manjericos à venda na Praça da Figueira

Rua Augusta

Um paraíso mesmo aqui ao lado


Efectivamente gosto da Comporta e não há nada a fazer. Não possuo nenhuma cabana, nem qualquer habitação para ir passar os meus fins-de-semana. Tenho é a liberdade e a opção, de juntamente com a minha cara-metade, de ir passear ao sabor de descobrir novos horizontes e esquecer que o nosso país está em decadência financeira.

Passar para o lado de lá de ferry está fora de questão. O monopólio da exploração deste serviço é no mínimo ridículo quando a senhora da cancela pede quase 14 euros, com um grande sorriso e na maior descontracção.
É preferível pagar a portagem e seguir directamente por Alcácer do Sal. A viagem é interessante e não se contribui pelo menos, para um dos grupos de magnatas que cada vez mais, empestam e se propagam.
Apenas como nota de referência, pagar o ferry para passar de uma margem para a outra do Rio Reno ou Mosel (Alemanha), não custa mais do que 4 euros.