No outono/inverno tenho uma enorme necessidade de meias quentes, tapetes macios e, sempre, uma manta para partilhar.
31/10/2011
Halloween
Finalmente chegou o dia em que podemos transformar abóboras em qualquer coisa diferente que a habitual sopa e, quem quiser usar vassouras como meio de transporte, é de aproveitar!
Uma bruxa actual, desde que seja inteligente, pode ganhar um salário muito acima da média e viver com regalias nunca imagináveis na Idade Média. Nestes tempos, que agora fazem parte do passado, quem fosse apontado(a) como sabedor de coisas do além ou sobrenaturais, corria um risco quase certo de ser queimado em plena praça pública.
24/10/2011
Mudar de vida
Quando Portugal passar a ter parques de estacionamento como este, acredito que poderemos nos considerar um país definitivamente desenvolvido. Estou mesmo imaginar, pelo menos a malta que eu conheço a irem trabalhar, irem missa, ao mercado, aos consultórios médicos, aos casamentos, baptizados e festas de anos...de bicicleta.
12/10/2011
08/10/2011
Limonada
Uma bebida refrescante para os dias quentes...muito bom, saudável e, em conta, se tiver um limoeiro no quintal.
06/10/2011
Rádio Lajes
...Pela primeira
vez eu e as minhas pequenas fomos oficialmente apresentadas a uma estação de
rádio. Foi muito interessante conhecer a História e perceber a importância e
impacto que a rádio Lajes teve e continua a ter para a população local. Fica o
agradecimento ao Quintela, Oficial da Força Aérea Portuguesa que simpaticamente
nos acompanhou e, in loco, explicou muito do funcionamento de um programa em directo ou não.
05/10/2011
Restaurante Ti Chôa
Apesar
de não ser uma crítica gastronómica, pelo menos profissionalmente, a minha
formação académica aliada ao meu percurso de vida, permite-me que consiga facilmente
diferenciar em termos gastronómicos e técnicos o que é verdadeiramente bom,
daquilo que não tem interesse nenhum.
As
experiências que entretanto vou acrescentando ao meu repertório gustativo,
revelam que podemos encontrar refeições inesquecíveis, daquelas que nos fazem
viajar pelo mundo dos sabores, em restaurantes que marcam pela diferença no
contexto onde estão inseridos.
Mais
ou menos há cinco anos atrás, numa viagem de família à Terceira, nos Açores, uma
docente da Universidade dos Açores falou-nos sobre um restaurante que tinha
acabado de abrir - o Ti Chôa.
A
curiosidade nesta nova aventura gastronómica, fez-nos passar por pelo
restaurante ao final de uma tarde de passeio porém, o mesmo ainda não estava
aberto para o serviço de jantar.
A
simpatia de uma das proprietárias, a Delize, foi mais do que um convite para nos
sentarmos um pouco ao balcão e travarmos uma agradável conversa que durou algum
tempo.
Ficamos
a conhecer a história do restaurante e a razão do nome do mesmo. Ti Chôa era a
alcunha de um emigrante terceirense que viveu durante muitos anos na Argentina.
Quando
Ti Chôa regressou à Terceira em definitivo, trouxe com ele muita vida e uma
alegria diferente daquela que as pessoas estavam habituadas a ver.
Apesar
do sotaque açoriano ser logo à partida sui generis perante as pessoas do
continente, Ti Chôa que era um homem de estrutura física invulgar, cujas vestes
tinham uma forte influência dos Pampas, conseguia ter um sotaque ainda mais
fora do vulgar que o habitante local, algo que era único e inconfundível. A
utilização da expressão Chôa na sua linguagem quotidiana era apenas um dos muitos
exemplos daquilo que Ti Chôa trouxe desta partilha cultural, resultado dos anos
de emigração. Delize, sua mãe e irmã decidiram abrir o restaurante e deram-lhe o nome daquele Homem invulgar que alegrou a Serreta até o dia da sua morte...Ti Chôa.
Eu e a minha família gostamos imenso do restaurante. Na nossa última visita
à Terceira, a minha cara-metade tomou a precaução de fazer a nossa reserva para
uma Sexta-feira (noite muito concorrida), ainda de Lisboa, para não corrermos
riscos. No Ti Chôa, não estão a espera que o cliente acabe a sua refeição para
preencher a mesa com outro cliente. A mesa está destinada aos clientes por toda
a noite, pois o ritual dos pratos, desde a entrada até a sobremesa, passando pela
oferta dos licores caseiros é algo que acontece com calma ,num ambiente familiar
e descontraído.
Na
Cozinha está a mãe e a irmã da Delize, são elas que confeccionam as extraordinárias iguarias que ajudam a dar fama ao espaço. A Delize por sua vez está na sala, passeia a
sua elegância e beleza muito própria de quem é autêntica naquilo que faz.
Procura saber se está tudo bem com os clientes, se estão a gostar, dá sugestões
acertadas e troca impressões sobre temas de interesse mútuo. Tem aquilo que eu
costumo apelidar de boa conversa.
Alcatra e vinhos açoreanos (tinto -Terras de Lava / branco - Frei Gigante)
torresmo e molho de fígado
Às sextas-feiras, sem reserva antecipada, não há jantar. Neste dia alguns dos clientes habituais aproveitam para animar o espaço com música ao vivo, dança e muita animação, que surje naturalmente numa interacção entre clientes que já conhecem e outros, como nós, que passamos a fazer parte daquela festa. É neste dia que o pão caseiro é cosido no forno de lenha aromatizado com folhas de figueira.
Sexta-feira ao jantar (quem está a tocar é um cliente habitual)
Por fim e não menos importante, fica uma pequena ideia dos doces pecados a que temos direito...
Meloa da graciosa e mousse caseira de morango
Um miminho da Delize
Raios partam as melgas
Que literalmente não me largam! Estou cheia de picadelas e já não há nada a fazer. A culpa deve ser deste calor fora de horas...até os insectos, ficam confusos com este tempo.
04/10/2011
Até na natureza...
A distância tem de ser relativa quando o amor é grande!
Actualmente a maior parte das pessoas que eu conheço não acreditam no amor à distância...será que elas acreditam mesmo no amor ou confundem este sentimento apenas com o lado carnal da coisa?
19/09/2011
Crise?
Como o nome do meu blogue designa (foi baptizado por mim própria), este é um espaço de partilha que nasceu naturalmente depois de eu ter vivido uma experiência muito sui generis que felizmente já faz parte do mais longínquo passado.
Neste momento sinto-me bastante realizada e feliz em perceber que As Horas de Partilha é parte integrante da rotina de leitura de algumas pessoas que, mesmo anonimamente, se dignam e gostam de passar os olhos pelas humildes palavras desta pensadora que um dia pensou ser capaz de escrever um livro.
Não escrevo neste espaço tantas vezes como gostaria…quase me atreveria a dizer que a minha criatividade está em crise tal e qual o país em que vivo. Por mais que eu tente fugir ao tema, não consigo fazê-lo pois o ar que respiramos está carregado de pessimismos típicos de momentos que parecem inultrapassáveis.
Tenho de encontrar forças para sair desta pasmaceira intelectual e dedicar-me a este cantinho que é meu e teu...
16/09/2011
A Rô está de volta
Depois de umas férias que foram merecidas ao pormenor, regressei ao trabalho…ontem fez uma semana. A vontade de escrever no meu blogue era mais que muita no entanto, o regresso à "normalidade" trouxe muitas preocupações e muito trabalho. Para quem me conhece bem, outra coisa não era de esperar.
As energias que foram recarregadas durante este período, diga-se de passagem fabuloso, rapidamente se desvaneceram dando lugar ao antigo registo de trabalho intenso e algum stress, por enquanto, ainda controlável.
Tenho de encontrar o espaço de tempo necessário para poder escrever com a qualidade necessária sobre os locais por onde passei, sobre as pessoas que conheci, sobre aquelas que tive a oportunidade de rever e cuja magia continua intocável e, as outras pessoas, que por condicionantes das mais variadas, deixaram de ocupar a assoalhada da minha consideração.
http://obloguedamaggie.blogs.sapo.pt/294344.html [em linha 16/09/2011]
12/08/2011
Despertador humano
Hoje acordei às 7h30...Seria normal se eu tivesse colocado o despertador para esta hora porém, o que me fez levantar a cabeça do travesseiro foi uma birra de uma criança que se fazia ouvir por todo o bairro.
http://abelhademota.blogspot.com/2008/03/tobias-das-birras.html
11/08/2011
Casaste com um Pé-rapado!
Segundo o dicionário, é um substantivo masculino que significa um homem de condição humilde, proletário.
Este é um termo perjorativo para designar alguém com poucas posses financeiras.
Outro dia ouvi alguém dizer que por sua vez, ouviu um comentário de terceiros a dizer assim: "casaste com um pé-rapado", confesso que fiquei chocada. Ainda não acredito que existem pessoas que medem os outros seres humanos pelos bens finaceiros que possuem e não pelo carácter e outras características de lealdade que são fundamentais para uma vida em comum. Enfim, vai-se lá perceber o que vai na cabeça de quem,também nascido numa família humilde, acha que a felicidade só está ao alcance daqueles que arrajam um casamento com uma conta bancária recheada. Será que estamos mesmo a viver neste século?
10/08/2011
08/08/2011
04/08/2011
É tão bom recordar
Pela altura que eu era adolescente, não existia telemóvel, internet e nem a interacção que actualmente acontece nas redes sociais.
Escrevi muitas cartas de amor e recebi outras tantas que guardo religiosamente. Estas cartas são parte integrante do meu namoro que durou alguns anos e, de muitos mais anos, de casamento.
Por vezes apetece recordar estes tempos onde o papel de carta que eu utilizava era escolhido e comprado em unidades, num ritual interessante. Também era habitual escolher alguns cartões para marcar um momento mais do que especial em que os meus pensamentos estavam sempre ligados na minha futura cara-metade. Depois de fazer seguir as cartas pelo correio (pelo menos 1 por semana), ficava em verdadeiro frisson à espera da respectiva resposta. As figuras deste post mostram um pouco a variedade de imagens que existiam nos papéis de carta na década de 80.
Porém, o ritual não acabava por aqui…o carteiro costumava ir entregar a correspondência à casa das pessoas em bicicleta e, para dar conhecimento da sua chegada, ia tocando uma sineta que estava presa no guiador…era este som muito característico que me fazia ir a correr à porta de casa para ver se havia alguma carta para mim. Fui sempre a jovem mais feliz do mundo quando a sineta tocava para mim!
03/08/2011
Se a moda pega...
Ainda não acontece em Portugal mas este tipo de animação devia chegar até nós...Estes funcionários trabalham num shopping center situado na base aérea de Ramstein, na Alemanha. Quando chega a hora surpresa do dia, saem dos seus postos de trabalho até a zona situada à frente do restaurante e começam a dançar ao som de uma música colocada para o efeito, numa coreografia que mais parece tirada de um filme de comédia. A cena é hilariante mas ao mesmo tempo faz com que todas as atenções se voltem para aquele espaço.
02/08/2011
Saudades
É uma palavra expressa em sentimentos tão profundos e inexplicáveis que nem a nossa alma consegue explicar. É quando lembramos com maior ou menor intensidade, de pessoas, cheiros, animais, sabores, lugares, cores e momentos vivenciados, sempre com uma perspectiva positiva pois ninguém tem saudades de coisas tristes...a nostalgia se mistura com as lembranças guardadas na nossa memória e dá a sensação saborosa de que era bom podermos reviver tudo outra vez…Por vezes era muito bom que houvesse a possibilidade de voltarmos no tempo para darmos outro valor e, apreciarmos doutra forma, aqueles momentos que não voltam mais...
01/08/2011
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