07/06/2017

Pão de Santo António

Aproxima o dia de Santo António, meu protector de sempre. Ontem uma pessoa conhecida ofereceu-me um dos presentes mais significativos que recebi até hoje, o Pão de santo António e 2 santinhos (Santo António e Santa Rita de Cássia).
A tradição diz que deve-se guardar este pão, que está duro, até ao próximo ano porque dá boa sorte. No ano que vem o pão vai estar macio e comestível.

18/02/2017

Pronto, foi só um desabafo

Bem sei que os tempos mudaram, que temos acesso a informação como nunca antes tivemos, que os valores e a ética andam, infelizmente, pela hora da morte e que o mundo que até bem pouco tempo estava a caminhar para o abismo, agora corre em marcha rápida. O cenário não é propriamente o mais interessante porém, continuo a tentar ser como sempre fui e vou tentando viver os meus dias com o melhor toque de optimismo possível.
Há coisas que me deixam triste e outras tocam-me tão profundamente que é mais que tristeza. Ontem quando cheguei a casa e revi as imagens das jovens que agrediram uma outra de 13 anos, chorei sem conseguir conter aquela sensação horrível de impotência. Os gritos de "para, para" que a jovem gritava enquanto levava murros, bofetões e puxões de cabelo deixaram-me devastada.
No meu tempo de escola também havia porrada e não eram só entre rapazes, as raparigas também tinham o seu espaço mental de parvoíce. Naquele tempo não havia telemóveis, redes sociais e nem todas as famílias tinham telefone fixo e mesmo assim estas situações aconteciam. 
Os parvos e as parvas que continuam a julgar ser à base de porrada que conseguem demarcar território como os cães que fazem xixi nos muros ou alcançar respeito à base do medo imposto, são nadinha, nadinha. Mesmo!
Estes e estas jovens sabem que estão a fazer mal e não me venham cá com tretas de que isso, aquilo ou aquilo outro (tangas de especialistas que hoje existem como o ar que respiramos). É que eu não acredito em Pai Natal, ok? Portanto, por mim, podem ir direitinho para o mesmo saco dos homens que batem em mulheres, pessoas que tratam mal os idosos ou pessoas com características de deficiência, pais que se estão a cagar para os filhos e permitem que estes passem por situações de grande angústia, pessoas que maltratam e abandonam os animais, pedófilos, falsos padres, etc...nem vou continuar a lista, acrescentem se assim o entenderem; vão todos para a merda, pode ser? Porque, para além de serem uns fanáticos, são intolerantes e estão a ajudar o mundo que já está carente de pessoas de bem, de valores, de exemplos a seguir, a ser um lugar de medo, de incompreensões, de imposições e de todas estas vossa tretas.
Sim, a dona desse blogue não costuma usar asneiras mas fui euzinha que escrevi, ok? Não fui vitima de blog jacking.

16/12/2016

Postais de Natal [Este foi o da Família Simões]

Tenho uma tradição desde há muito tempo e enquanto tiver saúde irei continuar a mantê-la.
Todos os anos, personalizo os Postais de Natal para oferecer aquelas pessoas que são especiais para mim.
Na verdade, este ano, percebi algo que ainda não tinha realizado ou seja, assim que cada um dos postais está finalizado, coloco-os no envelope e vão directamente para os correios...nunca mais volto a vê-los. Nunca me lembrei de fotografar, um a um, para a posteridade.
Acontece que uma destas pessoas especiais colocou um dos meus postais no facebook e foi com muita emoção que pude perceber que aquele pedaço de papel que tive o cuidado de escolher, aquela decoração que colei estrategicamente e os traços que tive de desenhar (eu sou uma nulidade em desenhos e tive de treinar os traços uma data de vezes, em rascunho, noutro papel) são uma parte do carinho que pretendo transmitir a quem o recebeu. 
O verdadeiro espírito de Natal passa, também, por estas demonstrações de carinho.
Este foi o postal que enviei para a Família Simões. Agradeço a foto, Isabel e ainda bem que gostaram do miminho...foi feito com o coração. 💓

11/12/2016

Personalidade, sabes o que é?

Entre outras virtudes da vida e não só, também é saber tomar decisões acertadas.
Quem quer ser "Maria vai com as outras", agradar aos outros e não a si próprio, vai ser sempre um(a) lambe botas para não usar outra expressão mas clarificadora desta estirpe...fraca, fraquinha.
As decisões certas são sempre as mais complicadas mas, são estas decisões que nos diferenciam e nos fazem pessoas únicas e valentes de personalidade.

17/11/2016

A negação da perda

No dia em que eu soube que a minha avó tinha sido internada de urgência pensei que tudo ia correr bem. Em nenhum momento tive pensamentos menos positivos sobre a cirurgia ou o pós-operatório. Na minha cabeça, tudo ia correr bem.
Passei a noite numa conversa mental com Deus e os meus pensamentos eram todos de superação.
No dia em que recebi a mensagem, fatídica, de que ela não tinha resistido não queria acreditar. Olhei para todas as fotos que tinha dela e em nenhum momento, durante algumas horas, aquela perda parecia real.
Estranhei a minha "frieza" momentânea e desconhecida porque, sou a emoção em pessoa mas, não demorou muito tempo até eu ter sido assolada por uma tristeza profunda e por um choro que só de recordar, enchem-me os olhos de lágrimas.
Fiquei assim, a chorar, no meu posto de trabalho até à hora de ir embora. Tive de continuar a trabalhar com aquela dor no meu coração, tive de colocar óculos de sol para não assustar ninguém com os meus olhos inchados, tive de atender telefonemas e dar informações com o nariz entupido de tanto chorar...
Naquele dia, tive dois colegas de trabalho que vieram me dar uma palavra de conforto e ao final do dia, fui embora. 
Fui recebida pelo meu marido com o abraço de consolo mais forte que qualquer palavra.
Nesta noite antes de me deitar, tive uma experiência única com um ser voador branco, ao melhor estilo da Theresa Caputo...

21/10/2016

Aeroporto LPPR

Sempre gostei de observar as emoções que as pessoas vivem nos aeroportos sobretudo, nas chegadas. 
Desta vez coube-me viver na 1.ª pessoa uma emoção e um orgulho ímpar. 
Não foi nas chegadas nem nas partidas, foi na porta de embarque. Lá estava eu de pé, junto aquela enorme vidraça, a olhar para onde o nevoeiro me permitia, a tentar adivinhar nas movimentações exteriores o momento certo. Eu sabia que estava para breve e deixei-me ficar naquele lugar até que o momento chegou...

Eu amo Lisboa

14/10/2016

A Estrela que brilha no céu

A Avó foi e será, sempre, um exemplo de mulher!
Tive sorte em ouvir os seus conselhos e da última vez que estivemos juntas pude ouvir palavras tão lindas de carinho que jamais esquecerei. O nosso sorriso nesta fotografia não reflete de todo a cumplicidade que nos uniu.
Para além de avó foi a melhor madrinha do mundo e estou completamente convencida que a sua energia apenas mudou de lugar...está num outro plano.
Um dia eu sei que a avó me vai receber de braços abertos, como sempre o fez.
Eu amo você, Avó. Pela última vez peço, Bença.
Descansa em paz e obrigada por ter conseguido apaziguar um pouco a dor que sinto no meu coração destroçado.

27/09/2016

Kika, temos saudades até ao infinito...




Nunca pensei que escrever sobre ti fosse tão difícil sobretudo, quando só nos trouxeste alegrias e divertimento. Tinhas a capacidade de nos conhecer tão bem, cada um de nós na sua individualidade e sempre soubemos que o teu sentimento para connosco era verdadeiro, puro e sem nenhuma contrapartida. Desde muito cedo demonstraste uma perícia acima da média relativamente às nossas movimentações e rotinas e até ficares doente, em novembro de 2015, eras o animal mais atento e inteligente que podia existir na face da terra. Foram tantas as demonstrações de preocupação que tiveste connosco que é difícil eleger a mais interessante nesta homenagem. Recordo com muita emoção um episódio que se passou num hotel em Bordeaux, quando só te deitaste depois de teres ido verificar que cada um de nós já estávamos deitados e prontos para dormir, inclusive, a necas. Foi, talvez, das atitudes mais extraordinárias que presenciei.  
Sabias distinguir o barulho do motor de cada um dos nossos carros e vinhas ter com cada um de nós, em modo festa, independentemente do nosso estado de humor.
Escolheste o teu dono na primeira noite que foste para a nossa casa e este amor incondicional continuou até ao teu último suspiro. Gostavas indubitavelmente de todos lá em casa mas, todos nós sabíamos que tinhas uma cumplicidade especial pelo teu dono. Trouxeste-nos as maiores alegrias que alguma vez pudéssemos, sequer, imaginar ser possível vivenciar antes de te termos connosco e, não foram só momentos felizes, também trouxeste aventuras como a corrida que deste ao cavalo em São Domingos de Rana ou ao veado que teimaste em perseguir numa intensa incursão pela floresta, junto à nossa casa da Bélgica. Foste uma mãe exímia e nunca te agradeci o suficiente teres permitido a nossa participação activa durante os partos que tiveste. Foste valente mesmo quando no último parto, tiveste à beira da morte e entre um imenso desespero tentámos de tudo para que pudesses recuperar. Quando a médica ditou a sentença de que aquela noite seria crucial para a tua recuperação, chorei por pensar que não te voltaria a ver entre nós. Foste uma sobrevivente e nada me tira da ideia que uma grande parte da tua recuperação deveu-se à força de vontade que tinhas em não nos deixar. Gostavas tanto ou mais de nós, como nós de ti!
Quando a família percebeu, depois de muita negação, que o dia em que não havia mais nada a fazer para diminuir o sofrimento e a dor tinha chegado e que não havia mais nada que pudéssemos recorrer para trazer de volta aquele olhar de felicidade porque, o tempo não volta para trás e ninguém nos ensinou que as decisões mais difíceis são aquelas que transbordam o mais profundo amor e respeito que temos te ter…é difícil, muito difícil.
Espero que tenhas escutado todas as minhas palavras enquanto entravas naquele sono sem regresso e que o meu rosto colado ao teu focinho tenha trazido algum alento pois, não estavas sozinha.
O teu território é agora um espaço vazio e sem nenhuma piada mas, quero acreditar que a tua energia foi alegrar outra dimensão.
Aproveita para brincares com os nossos anjinhos e coloca a conversa em dia com a Necas. 
Vocês fazem parte de nós para todo o sempre!
É nosso desejo que estejas em paz, sem dores e feliz.

21/09/2016

Eu na Família de Militar - parte I [versão Brasileira]

A vida militar entrou na minha família quando eu tinha à volta de 10 anos de idade, com o ingresso do meu irmão mais velho na Academia da Força Aérea Brasileira. 
Naquela altura eu já gostava dos aviões e passava a maior parte do tempo a olhar para o céu quando ouvia aquele barulho característico das aeronaves. Tinha a sorte de morar em Brasília e muitas vezes era brindada com passagens do caça Mirage, colocado na Base Aérea de Anapólis, no Planalto Central do Brasil. Por aquela altura da minha vida não havia nenhum recurso tecnológico disponível que me pudesse permitir reconhecer outro avião. Na verdade, o Mirage era a única aeronave militar que eu conhecia de longe, pelo barulho característico que fazia.
Os aviões civis, comecei a reconhecê-los pelas constantes idas ao aeroporto de Brasília pois, visitar aquele espaço era um dos hobbies de domingo de muitas famílias Candangas. Tenho imensas fotos de infância no enorme terraço aberto ao público e que permitia uma visão única e privilegiada das descolagens e aterragens de todos os aviões que por ali passavam. Eu ainda era um pingente de pessoa mas adorava de paixão aquele barulho infernal dos aviões e era só vê-los a serem "estacionados" por alguém que para mim era muito próximo do super-homem. Só mais tarde, depois de casada é que percebi que os aviões não são para estacionar mas sim para taxiar e, é verdade, casei com o super-homem.
Eu, os meus pais e o meu irmão mais velho no Aeroporto de Brasília - Década de 70
Tendo em conta que a Academia da Força Aérea Brasileira está localizada em Pirassununga, uma distância de quase 800Km de Brasília, só via o meu irmão nas férias grandes.
O meu segundo contacto com a vida militar aconteceu quando eu tinha à volta de 15 anos e o meu outro irmão teve de ir cumprir o serviço militar obrigatório. Lembro-me que ele escolheu ir para os Fuzileiros Navais e foi. Esteve longe de casa uns valentes dias. Quase arrisco dizer que esteve incontactável mais de um mês antes de poder receber uma visita nossa. Antes de o irmos visitar ele ligou-nos de uma cabine telefónica pois, para os menos informados, não havia os facilitismos dos telemóveis como hoje em dia. O telefonema foi rápido porque uma chamada era cara e foi basicamente para dizer o dia e a hora da visita e ainda teve tempo para pedir para levarmos um pudim de leite condensado.
Para além de mim e dos meus pais não me lembro se a minha irmã também estava connosco. Chegados ao quartel dos Fuzileiros Navais tivemos de dar o nome do meu irmão. Foi nesta altura que percebi que o meu irmão era conhecido, oficialmente, pelo apelido (sobrenome) de família e não pelo nome próprio. Na FAB não era assim com o meu irmão mais velho e por isso achei piada quando chamaram pelo Soldado Alvarenga, utilizando o nosso nome de família. Foi fixe!
Chovia torrencialmente e foi-nos dada indicações para aguardarmos num local resguardado. Assim o fizemos e ficamos a observar os movimentos das outras famílias com os respectivos filhos. 
Começamos a ver de longe um rapaz a correr com a compleição física do meu irmão mas, tivemos dúvidas até ao momento em que ele chegou ao pé de nós. Era mesmo ele, mantinha o corpo atlético como sempre teve mas, estava com um ar abatido, com o camuflado encharcado da chuva e completamente careca. Acho que todos tivemos um choque inicial sobretudo, depois de o ver devorar em questão de minutos, o pudim que nos tinha pedido para levar. Era comer pudim às colheradas como eu nunca tinha visto na vida. 
Depois daquela fase inicial e quando o meu irmão regressou à casa, percebi que a tropa era coisa boa, muito boa mesmo. Como venho de uma família extremamente conservadora onde as meninas brincam de boneca e os meninos de carrinhos e blá, blá, blá, imaginem o que é ver o meu irmão fazer a cama como ninguém fazia lá em casa. Chegou a lavar e engomar a farda, coisa inimaginável naquela altura numa família como a minha. Aquilo era trabalho de mulher e, talvez por este motivo, nunca mais esqueci este episódio, foi lindo!
Para os mais distraídos na leitura deste texto, eu disse engomar e não passar a farda. É que nesta matéria de fardas os Fuzileiros eram super rigorosos e a farda tinha de levar goma para ficar com os vincos nos locais certos. 
Perguntam-me vocês, como é que eu sei isso? Porque em determinada altura negociamos a minha ajuda nesta árdua e minuciosa tarefa de engomar a bela da farda, tão simples quanto isso. Em contrapartida ele ofereceu-me um pólo lindo de morrer da Benetton que durou anos.
Acabada a experiência nos Fuzileiros o meu irmão concorreu para o Bombeiros Militares do Distrito Federal, entrou e neste momento é Coronel. Já esteve como operacional e responsável em várias operações de resgate no território brasileiro assim como internacional.
A minha quarta experiência estava a ser planeada em pormenor por mim e supostamente iria acontecer quando eu terminasse o meu curso superior em Educação Física. Iria ser uma experiência na primeira pessoa. 
Ao fim do 1.º ano do meu curso na universidade, casei e abracei o verdadeiro projecto da minha vida: a minha Família! 
Casei com um militar Português. 
O seguimento desta experiência de quase 30 anos com ele e, posteriormente, com as nossas filhas vai ter de ficar para outro dia...
...na parte II [versão Portuguesa].
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22/08/2016

Aquele momento...

...em que ela percebeu que a juventude de uma vida longínqua a tornou numa pessoa altamente adulta mas, desconhecida daqueles que a viram nascer e crescer. Por instantes aquele momento pareceu-lhe estranho sobretudo porque, por vezes, pensa-se que a natural ligação de sangue é suficiente para explicar tudo e, na verdade, não, não é.   
Ela é a mesma pessoa mas a distância do anos...e foram longos anos de distância, tornaram-na numa "desconhecida" difícil de entender, em particular, para aqueles que julgaram que o tempo ficou parado e que ela continuaria a ser a mesma menina de outrora, fácil de manipular, sempre pronta para ouvir e obedecer no mais profundo silêncio. Aquilo que a tornou diferente foi a capacidade de conseguir se desligar das imposições sanguíneas pouco positivas ou meramente circunstanciais porque, para ela, o tempo não parou e a menina ingénua ficou lá atrás, no passado. Ela passou a acreditar mais facilmente numa amizade verdadeira do que num laço genético tóxico e deixou de se preocupar com as ilações de conveniência.
Lá no fundo, ela ainda é uma menina obediente, sensível e frágil e será sempre, aos olhos de quem lhe consegue ver a alma contudo, a menina fez emergir uma mulher cheia de garra, boa disposição e excelentes energias. Uma mulher que não se coíbe em ser feliz e fazer o maior esforço possível para o dia de amanhã ser muito melhor que o de hoje. Uma mulher que gosta de rir, de fazer rir, de cantar, de dançar, de apontar o dedo mas também, de se olhar no espelho quando falha. 
Aquela menina aprendeu a ver a vida pelos seus olhos e deu olhos a ver, a quem ela fez nascer. A estes seres maravilhosos que lhe saíram de dentro das entranhas deu liberdade suficiente e ensinou-lhes o sentido da responsabilidade e mais do que tudo, do amor. 
Aprendeu a ler-lhes no olhar e deixou-lhes entrar para sempre na sua alma. Elas sim conhecem-na na totalidade, o bem o o menos bem porque isto de ser perfeito é só nos contos de fada e ela é, na verdade, genuinamente autêntica...nada mais nada menos.

27/07/2016

#Fardamento do Marido [acidentes de percursso]

Tenho de partilhar o sucedido e atire lá a 1.ª pedra quem nunca sofreu com esta situação.
A farda com a qual o marido voa, actualmente, até tem alguma qualidade se comparada com as anteriores (da vida civil) mas, em termos de quantidade, fica muito aquém de quem gosta de andar limpinho e impecável. Como a malta lá de casa é na sua totalidade adepta do limpinho e cheiroso, tenho de fazer alguma ginástica para o senhor comandante andar impecável. Mesmo com a minha vasta experiência em lavar, engomar e coser as várias fardas dele na vida militar (n.º 1, n.º2, fato de voo, blusão de voo, etc), alguns acidentes (felizmente poucos) aconteceram ao longo dos anos e com os erros fui aprendendo a ter mais cuidado.
Acontece que agora na vida civil, não há possibilidade de se comprar (pelo menos foi o que eu percebi) outra peça se algo de inusitado acontecer. Ainda vou confirmar se é mesmo assim mas, o que interessa é que eu consegui fazer algo que já não acontecia há anos e desesperei. Para quem está habituado a lavar roupa, sabe que é da praxe separar as peças brancas, as de cores e as escuras. As temperaturas e os cuidados a ter são diferentes, é algo perfeitamente normal neste tipo de tarefa.
Fiz uma máquina cheia de roupa branca e por descuido não me lembrei que já estava na máquina, uns calções bordeaux. 
Fiquei como a personagem do vídeo abaixo quando fui buscar a roupa para estender e ao invés de peças brancas, tinha uma máquina cheia de roupa cor de rosinha...o que vale é que só tinha uma camisa da farda do meu marido naquela máquina e nem vos conto as manobras que fiz para ter a situação minimamente controlada e, esta, é outra das capacidades que a mulher de um Piloto militar tem.

13/07/2016

Tinha mesmo de escrever

Imagem: Força Aérea Portuguesa (Facebook Oficial)
"Voei" poucas vezes no C130 e quando o fiz, estava com toda a minha família à bordo. As minhas filhas eram pequenas, tiveram o privilégio de ir ao cockpit e viram o céu de outra perspectiva. 
Eu não estava em casa no dia 10/07/2016, quando, por aquilo que me disseram vezes sem conta, passou em rodapé em todos os canais de televisão, uma nota do fatídico acidente com o avião C130H, da Força Aérea Portuguesa. 
Eu soube do sucedido pelo telefone e de imediato senti aquela sensação horrível, aquela angústia que aperta tanto o coração que nos deixa completamente sem chão. Já senti esta sensação outras vezes...mais do que alguma vez pudesse imaginar que ia sentir e sempre com a mesma tristeza e dor. 
Eu venho de uma família de militares e continuo numa família de militares. Sou casada com um Piloto Aviador que esteve a maior parte da vida dele, da nossa vida, na Força Aérea Portuguesa. 
A família de um Piloto Aviador, não está preparada para nada disso que aconteceu. Enquanto que eles, os Pilotos, fazem aquilo que gostam e sabem o risco que correm diariamente nós, esposas, mães e filhos tentamos não pensar muito nisso e sem querer ou saber, vivemos o dia a dia suspensos numa linha muito tênue de que pode ser o último dia e esperando que este momento nunca chegue. 
Da minha perspectiva e observação, ser Piloto Militar não é tarefa fácil e nem poderia ser de outra forma. Os testes que eles têm de fazer para serem diferenciados no meio de tantos candidatos têm de ter fundamento útil para a nação, os anos de estudo até terem a tão desejada asa ao peito têm de valer mais do que aquilo que foram as notas de rodapé nos canais de televisão...
Aos militares que sobreviveram ao acidente desejo a melhor recuperação possível.
As vitimas mortais deste acidente, os verdadeiros heróis de Portugal, deixaram as suas famílias e amigos sem poderem dizer adeus...estão a voar mais alto, muito alto e irão continuar a voar eternamente porque são, militares da Força Aérea Portuguesa!

10/07/2016

Aconteça o que acontecer eu gosto deles!

Em nenhum momento vacilei quando dizia que o Ricardo "Montijo" era o melhor guarda-redes que a nossa selecção de 2004, podia ter. Eu gostava daquela força destemida e achava que ele era um desportista na verdadeira acepção da palavra. A taça não foi nossa e continuei a admirar o Ricardo.
12 anos depois Portugal está outra vez na final do Campeonato Europeu de Futebol. Independentemente do resultado de hoje não irei crucificar nenhum dos jogadores. Eu gosto da nossa selecção!
Não tenho o hábito de deixar de gostar de alguém porque teve uma má prestação. Posso até ficar triste e desapontada mas, os jogadores, serão como sempre foram para mim, os melhores do mundo: Pepe, Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma, Nani, Rui Patrício, João Moutinho, Raphael Guerreiro, Éder, Eduardo, António Lopes, Cédric, Vieirinha, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, José Fonte, Eliseu, Willian Carvalho, Danilo, Adrien, André Gomes, João Mário, Renato Sanches e Rafa.
Um agradecimento especial ao treinador Fernando Santos. 

04/07/2016

Air Race Lisboa - Internacional Airshow

Na falta de palavras para descrever a emoção de estar presente na iniciativa, deixo a minha visão do lado de cá, na óptica do meu telemóvel. 







01/07/2016

Chegou o melhor mês do ano...

O mês de julho começa na perfeição com 64.º aniversário da Força Aérea Portuguesa. As comemorações decorrem hoje, dia 01/07, na Praça do Império, em Bélem (Lisboa).
De seguida (dias 02 e 03), no Parque das Nações, vai haver um mega festival aéreo - Lisboa Air Race - integrado no âmbito do centenário da Aviação Militar.
No dia 20 de julho, talvez, o mais importante deste maravilhoso mês comemora-se o 47.º aniversário da ida do Homem à lua. 
Se este evento aconteceu ou não eu não sei. Aquilo que todos sabemos é que há diferentes teorias, contraditórias, sobre o tema inclusive, os R.E.M imortalizaram uma música - Man on the Moon - que coloca em causa este episódio. 
Há uma coisa que eu posso garantir, neste mesmo dia à mesma hora que supostamente, Neil Armstrong pisava aquele astro onde a minha cabeça gostar tanto de andar de vez em quando, saiu a pessoa mais gira, graciosa e simpática do mundo da barriga da minha mãe...eu!
Aqui está a 1.ª explicação da minha enorme paixão pela Aeronáutica e, para quem não sabe, quando uma mulher de caranguejo se apaixona, é fogo! E olha que não "é fogo que arde sem ver" (como diz o poeta).

27/06/2016

Conections do Fundão

Trabalho numa instituição com os melhores alunos do mundo ou não?!
Esta encomenda foi feita há mais de quinze dias e estava a ver que não comia cerejas este ano. 
Se a foto não serve como prova de que eu estava enganada só posso garantir que o meu serão de hoje vai ser, com certeza, muito interessante. 
Obrigada, Daniel.