20/06/2018

Microblading em Portugal

Sou uma pessoa "bué" céptica mas estou rendida a esta técnica para delinear as sobrancelhas.
Como presente do dia das mães e do meu aniversário a minha filha, Daniela juntou-se à irmã, à minha comadre, Teresa e ao meu marido para deixarem-me assim por dizer, mais bonita. É não é que esta técnica fez-me ficar com o olhar mais levantado e mais do que isso, levantou-me o astral?!!
Sinto-me super bem com as sobrancelhas devidamente delineadas e pareço outra mulher. Se era desconfiada, a Marília, essa pessoa maravilhosa conseguiu colocar-me como nova. Só tenho de agradecer as minhas filhas, à minha comadre, Teresa, ao meu marido e à Marília porque foi ela quem fez todo este trabalho maravilhoso. Estou a adorar a imagem que vejo, todos os dias, ao espelho.
Todas as fotos apresentadas não têm filtros. Tenho marcação para a última manutenção/controlo e nesta altura farei o update para quem quiser saber.
Se quiserem saber a minha opinião, estou disponível para partilhar a experiência. Livre de impostos e sem qualquer interesse de marketing, quem quiser algo parecido, é só procurar a Marília. Ela é linda (mesmo!) e super profissional. 

Antes e depois do microblading (09 de maio de 2018)


A cicatrização foi muito tranquila mas eu estava em pulgas para ir fazer a manutenção e ver como seria o resultado final...

Antes da Manutenção (14/06/2018)


Depois da manutenção (14/06/2018)
Depois da manutenção (14/06/2018)









25/05/2018

Já passou um ano inteirinho...


...e ainda consigo lembrar as todas emoções daquele dia e o orgulho em ver-te a alcançar os teus sonhos.
"porque uma vez que tenhas experimentado o voo, caminharás sobre a terra com o olhar posto no céu, porque lá estiveste e para lá queres voltar..."
Leonardo Da Vinci (1452-1519)

19/02/2018

Feliz Aniversário, Dani.

Outro dia tirei-te esta foto junto ao Farol da Ponta da Piedade, no Algarve. O mar estava calmo, o sol que ainda conseguimos vislumbrar à distância parecia estar apenas a nossa espera para se despedir de mais um dia. 
Esta foto é o espelho daquilo que não és, daquilo que não somos porque connosco, diga-se com a nossa família, é sempre tudo uma aventura. Não há calmaria que resista a tua passagem porque és fogo que se vê e a apatia é apenas uma palavra que consta do dicionário dos outros como tantas outras que são designações para os fracos de espírito. Em momentos extremamente difíceis da tua vida, da nossa vida, foste valente e destemida e não foi só por isso mas sempre considerei-te uma força da natureza. Apesar das tuas fragilidades, como todos nós temos e não és diferente, enganem-se aqueles que pensam que podem fazer de ti parva, aqueles que gostam de dar uma no cravo e outra na ferradura, mal sabem eles que estão a provocar um furacão porque no teu caso, o tamanho não é mesmo documento, antes pelo contrário. O teu tamanho petit e mimoso é exactamente o oposto da tua perseverança, da tua força de trabalho, da amizade que tens pelas pessoas de quem gostas e da entrega que tens pela vida, pelo trabalho. É no trabalho que tens conseguido alcançar tudo aquilo que almejas e pelo que sei ainda vais muito longe nem que para isso tenhas de mover montanhas. 
 está feliz...pelo menos eu sinto que sim e isto é fundamental para teres o equilíbrio que precisas porque eu acho que todos nós temos de deixar as balanças mais ou menos equilibradas, do género daquela coisa do Yin Yang que equilibra as coisas no universo ou feng shui que equilibra as energias da casa, tás a ver?!
Já te tenho dito que eu tinha a tua idade, aquela que fazes hoje...24 anos, quando nasceste. A minha vida mudou para sempre desde o momento que te vi por razões óbvias mas sobretudo porque é praticamente impossível resistir ao teu encanto. 
Feliz Aniversário, Dani. 
Hoje é dia de festa🎂🥂👏👏😍
Be Happy!!!

27/11/2017

Josefinas, quanto custas?!

Ela tagou-me numa publicação que a marca Josefinas fez no facebook. Como ela é fanática das sabrinas e sapatos no geral, achei piada e pedi que me indicasse o número naquela base de ser mais uma ideia para o Natal ou para o aniversário.
Neste mesmo dia fui almoçar com ela e comentei que achei piada que a malta da Josefinas tinham colocado um gosto nos nossos comentários e ela começou a rir sem parar...depois disse-me que era brincadeira porque um par daquela marca custa uma fortuna.
Hoje por curiosidade entrei no site das ditas josefinas e ia tendo um treco...as josefinas que ela tinha "escolhido" custam 220 euros....

18/08/2017

Desafio Familiar

A família tem um novo desafio para cumprir ao longo destes meses que faltam para acabar o ano de 2017. Não é temporário, é para continuar.
Depois de várias insistências e tentativas poucos convincentes, eis que ficou decidido que vamos deixar de comer carne. 
Este processo de mudança de hábitos alimentares onde estamos todos empenhados, neste momento, já foi testado noutras ocasiões mas nunca teve resultados significativos porque eu e uma das minhas filhas estávamos muito relutantes nesta decisão. Tivemos todos uma conversa bastante ponderada e vários argumentos imbatíveis para decidirmos, juntos, avançarmos neste desafio, nesta mudança.
A nossa horta biológica já produzia e continua a produzir, a maior parte dos produtos que utilizo diariamente para as nossas refeições. Neste momento temos de diversificar mais aquilo que vamos semear para termos uma colheita mais variada.
As leguminosas sempre fizeram parte da nossa dieta alimentar e vamos continuar a apostar neste rica fonte de hidratos de carbono e proteína não animal.
Neste momento, ainda tenho no meu congelador alguns produtos de origem animal porém, apesar de não os ter em grandes quantidades, não os vou dar nem deitar fora. Vamos consumi-los com um único critério...serão os últimos!

29/06/2017

DIVÓRCIO - por Arnaldo Jabor

"Meus amigos separados não cansam de perguntar como consegui ficar casado 30 anos com a mesma mulher. As mulheres sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo. Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo. Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue:
Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém aguenta viver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade já estou no meu terceiro casamento - a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher.
Minha esposa, se não me engano está no seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu. O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e seguir de novo com a mesma mulher.
O segredo no fundo é renovar o casamento e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal.
De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, seduzir e ser seduzido. Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se o seu par fosse um pretendente em potencial?
Há quanto tempo não fazem uma lua-de-mel sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?
Sem falar dos inúmeros quilos que se acrescentaram a você depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10kg em um único mês, porque vocês não podem conseguir o mesmo?
Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo você certamente passaria a frequentar lugares novos e desconhecidos, mudaria de casa ou de apartamento, trocaria o seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo, a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe do seu cônjuge.
Vamos ser honestos: ninguém aguenta a mesma mulher ou o mesmo marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo baton, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é a sua esposa que está ficando chata e mofada, é você, são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração.
Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo circuito de amigos.
Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões de esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento.
Mas se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior.
Não existe essa tal "estabilidade do casamento" nem ela deveria ser almejada. O mundo muda e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos.
A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma "relação estável", mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensado em fazer no início do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, porque não fazer na própria família?
É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo. Portanto descubra a nova mulher ou novo homem que vive ao seu lado, em vez de sair por ai tentando descobrir um novo interessante par. Tenho a certeza que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso de vez em quando é necessário se casar de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.
Como vê não existe mágica - existe compromisso, comprometimento e trabalho - é isso que salva casamentos e famílias."
Fonte: citações Arnaldo Jabor

07/06/2017

Pão de Santo António

Aproxima o dia de Santo António, meu protector de sempre. Ontem uma pessoa conhecida ofereceu-me um dos presentes mais significativos que recebi até hoje, o Pão de santo António e 2 santinhos (Santo António e Santa Rita de Cássia).
A tradição diz que deve-se guardar este pão, que está duro, até ao próximo ano porque dá boa sorte. No ano que vem o pão vai estar macio e comestível.

18/02/2017

Pronto, foi só um desabafo

Bem sei que os tempos mudaram, que temos acesso a informação como nunca antes tivemos, que os valores e a ética andam, infelizmente, pela hora da morte e que o mundo que até bem pouco tempo estava a caminhar para o abismo, agora corre em marcha rápida. O cenário não é propriamente o mais interessante porém, continuo a tentar ser como sempre fui e vou tentando viver os meus dias com o melhor toque de optimismo possível.
Há coisas que me deixam triste e outras tocam-me tão profundamente que é mais que tristeza. Ontem quando cheguei a casa e revi as imagens das jovens que agrediram uma outra de 13 anos, chorei sem conseguir conter aquela sensação horrível de impotência. Os gritos de "para, para" que a jovem gritava enquanto levava murros, bofetões e puxões de cabelo deixaram-me devastada.
No meu tempo de escola também havia porrada e não eram só entre rapazes, as raparigas também tinham o seu espaço mental de parvoíce. Naquele tempo não havia telemóveis, redes sociais e nem todas as famílias tinham telefone fixo e mesmo assim estas situações aconteciam. 
Os parvos e as parvas que continuam a julgar ser à base de porrada que conseguem demarcar território como os cães que fazem xixi nos muros ou alcançar respeito à base do medo imposto, são nadinha, nadinha. Mesmo!
Estes e estas jovens sabem que estão a fazer mal e não me venham cá com tretas de que isso, aquilo ou aquilo outro (tangas de especialistas que hoje existem como o ar que respiramos). É que eu não acredito em Pai Natal, ok? Portanto, por mim, podem ir direitinho para o mesmo saco dos homens que batem em mulheres, pessoas que tratam mal os idosos ou pessoas com características de deficiência, pais que se estão a cagar para os filhos e permitem que estes passem por situações de grande angústia, pessoas que maltratam e abandonam os animais, pedófilos, falsos padres, etc...nem vou continuar a lista, acrescentem se assim o entenderem; vão todos para a merda, pode ser? Porque, para além de serem uns fanáticos, são intolerantes e estão a ajudar o mundo que já está carente de pessoas de bem, de valores, de exemplos a seguir, a ser um lugar de medo, de incompreensões, de imposições e de todas estas vossa tretas.
Sim, a dona desse blogue não costuma usar asneiras mas fui euzinha que escrevi, ok? Não fui vitima de blog jacking.

16/12/2016

Postais de Natal [Este foi o da Família Simões]

Tenho uma tradição desde há muito tempo e enquanto tiver saúde irei continuar a mantê-la.
Todos os anos, personalizo os Postais de Natal para oferecer aquelas pessoas que são especiais para mim.
Na verdade, este ano, percebi algo que ainda não tinha realizado ou seja, assim que cada um dos postais está finalizado, coloco-os no envelope e vão directamente para os correios...nunca mais volto a vê-los. Nunca me lembrei de fotografar, um a um, para a posteridade.
Acontece que uma destas pessoas especiais colocou um dos meus postais no facebook e foi com muita emoção que pude perceber que aquele pedaço de papel que tive o cuidado de escolher, aquela decoração que colei estrategicamente e os traços que tive de desenhar (eu sou uma nulidade em desenhos e tive de treinar os traços uma data de vezes, em rascunho, noutro papel) são uma parte do carinho que pretendo transmitir a quem o recebeu. 
O verdadeiro espírito de Natal passa, também, por estas demonstrações de carinho.
Este foi o postal que enviei para a Família Simões. Agradeço a foto, Isabel e ainda bem que gostaram do miminho...foi feito com o coração. 💓

11/12/2016

Personalidade, sabes o que é?

Entre outras virtudes da vida e não só, também é saber tomar decisões acertadas.
Quem quer ser "Maria vai com as outras", agradar aos outros e não a si próprio, vai ser sempre um(a) lambe botas para não usar outra expressão mas clarificadora desta estirpe...fraca, fraquinha.
As decisões certas são sempre as mais complicadas mas, são estas decisões que nos diferenciam e nos fazem pessoas únicas e valentes de personalidade.

17/11/2016

A negação da perda

No dia em que eu soube que a minha avó tinha sido internada de urgência pensei que tudo ia correr bem. Em nenhum momento tive pensamentos menos positivos sobre a cirurgia ou o pós-operatório. Na minha cabeça, tudo ia correr bem.
Passei a noite numa conversa mental com Deus e os meus pensamentos eram todos de superação.
No dia em que recebi a mensagem, fatídica, de que ela não tinha resistido não queria acreditar. Olhei para todas as fotos que tinha dela e em nenhum momento, durante algumas horas, aquela perda parecia real.
Estranhei a minha "frieza" momentânea e desconhecida porque, sou a emoção em pessoa mas, não demorou muito tempo até eu ter sido assolada por uma tristeza profunda e por um choro que só de recordar, enchem-me os olhos de lágrimas.
Fiquei assim, a chorar, no meu posto de trabalho até à hora de ir embora. Tive de continuar a trabalhar com aquela dor no meu coração, tive de colocar óculos de sol para não assustar ninguém com os meus olhos inchados, tive de atender telefonemas e dar informações com o nariz entupido de tanto chorar...
Naquele dia, tive dois colegas de trabalho que vieram me dar uma palavra de conforto e ao final do dia, fui embora. 
Fui recebida pelo meu marido com o abraço de consolo mais forte que qualquer palavra.
Nesta noite antes de me deitar, tive uma experiência única com um ser voador branco, ao melhor estilo da Theresa Caputo...

21/10/2016

Aeroporto LPPR

Sempre gostei de observar as emoções que as pessoas vivem nos aeroportos sobretudo, nas chegadas. 
Desta vez coube-me viver na 1.ª pessoa uma emoção e um orgulho ímpar. 
Não foi nas chegadas nem nas partidas, foi na porta de embarque. Lá estava eu de pé, junto aquela enorme vidraça, a olhar para onde o nevoeiro me permitia, a tentar adivinhar nas movimentações exteriores o momento certo. Eu sabia que estava para breve e deixei-me ficar naquele lugar até que o momento chegou...

Eu amo Lisboa

14/10/2016

A Estrela que brilha no céu

A Avó foi e será, sempre, um exemplo de mulher!
Tive sorte em ouvir os seus conselhos e da última vez que estivemos juntas pude ouvir palavras tão lindas de carinho que jamais esquecerei. O nosso sorriso nesta fotografia não reflete de todo a cumplicidade que nos uniu.
Para além de avó foi a melhor madrinha do mundo e estou completamente convencida que a sua energia apenas mudou de lugar...está num outro plano.
Um dia eu sei que a avó me vai receber de braços abertos, como sempre o fez.
Eu amo você, Avó. Pela última vez peço, Bença.
Descansa em paz e obrigada por ter conseguido apaziguar um pouco a dor que sinto no meu coração destroçado.

27/09/2016

Kika, temos saudades até ao infinito...




Nunca pensei que escrever sobre ti fosse tão difícil sobretudo, quando só nos trouxeste alegrias e divertimento. Tinhas a capacidade de nos conhecer tão bem, cada um de nós na sua individualidade e sempre soubemos que o teu sentimento para connosco era verdadeiro, puro e sem nenhuma contrapartida. Desde muito cedo demonstraste uma perícia acima da média relativamente às nossas movimentações e rotinas e até ficares doente, em novembro de 2015, eras o animal mais atento e inteligente que podia existir na face da terra. Foram tantas as demonstrações de preocupação que tiveste connosco que é difícil eleger a mais interessante nesta homenagem. Recordo com muita emoção um episódio que se passou num hotel em Bordeaux, quando só te deitaste depois de teres ido verificar que cada um de nós já estávamos deitados e prontos para dormir, inclusive, a necas. Foi, talvez, das atitudes mais extraordinárias que presenciei.  
Sabias distinguir o barulho do motor de cada um dos nossos carros e vinhas ter com cada um de nós, em modo festa, independentemente do nosso estado de humor.
Escolheste o teu dono na primeira noite que foste para a nossa casa e este amor incondicional continuou até ao teu último suspiro. Gostavas indubitavelmente de todos lá em casa mas, todos nós sabíamos que tinhas uma cumplicidade especial pelo teu dono. Trouxeste-nos as maiores alegrias que alguma vez pudéssemos, sequer, imaginar ser possível vivenciar antes de te termos connosco e, não foram só momentos felizes, também trouxeste aventuras como a corrida que deste ao cavalo em São Domingos de Rana ou ao veado que teimaste em perseguir numa intensa incursão pela floresta, junto à nossa casa da Bélgica. Foste uma mãe exímia e nunca te agradeci o suficiente teres permitido a nossa participação activa durante os partos que tiveste. Foste valente mesmo quando no último parto, tiveste à beira da morte e entre um imenso desespero tentámos de tudo para que pudesses recuperar. Quando a médica ditou a sentença de que aquela noite seria crucial para a tua recuperação, chorei por pensar que não te voltaria a ver entre nós. Foste uma sobrevivente e nada me tira da ideia que uma grande parte da tua recuperação deveu-se à força de vontade que tinhas em não nos deixar. Gostavas tanto ou mais de nós, como nós de ti!
Quando a família percebeu, depois de muita negação, que o dia em que não havia mais nada a fazer para diminuir o sofrimento e a dor tinha chegado e que não havia mais nada que pudéssemos recorrer para trazer de volta aquele olhar de felicidade porque, o tempo não volta para trás e ninguém nos ensinou que as decisões mais difíceis são aquelas que transbordam o mais profundo amor e respeito que temos te ter…é difícil, muito difícil.
Espero que tenhas escutado todas as minhas palavras enquanto entravas naquele sono sem regresso e que o meu rosto colado ao teu focinho tenha trazido algum alento pois, não estavas sozinha.
O teu território é agora um espaço vazio e sem nenhuma piada mas, quero acreditar que a tua energia foi alegrar outra dimensão.
Aproveita para brincares com os nossos anjinhos e coloca a conversa em dia com a Necas. 
Vocês fazem parte de nós para todo o sempre!
É nosso desejo que estejas em paz, sem dores e feliz.

21/09/2016

Eu na Família de Militar - parte I [versão Brasileira]

A vida militar entrou na minha família quando eu tinha à volta de 10 anos de idade, com o ingresso do meu irmão mais velho na Academia da Força Aérea Brasileira. 
Naquela altura eu já gostava dos aviões e passava a maior parte do tempo a olhar para o céu quando ouvia aquele barulho característico das aeronaves. Tinha a sorte de morar em Brasília e muitas vezes era brindada com passagens do caça Mirage, colocado na Base Aérea de Anapólis, no Planalto Central do Brasil. Por aquela altura da minha vida não havia nenhum recurso tecnológico disponível que me pudesse permitir reconhecer outro avião. Na verdade, o Mirage era a única aeronave militar que eu conhecia de longe, pelo barulho característico que fazia.
Os aviões civis, comecei a reconhecê-los pelas constantes idas ao aeroporto de Brasília pois, visitar aquele espaço era um dos hobbies de domingo de muitas famílias Candangas. Tenho imensas fotos de infância no enorme terraço aberto ao público e que permitia uma visão única e privilegiada das descolagens e aterragens de todos os aviões que por ali passavam. Eu ainda era um pingente de pessoa mas adorava de paixão aquele barulho infernal dos aviões e era só vê-los a serem "estacionados" por alguém que para mim era muito próximo do super-homem. Só mais tarde, depois de casada é que percebi que os aviões não são para estacionar mas sim para taxiar e, é verdade, casei com o super-homem.
Eu, os meus pais e o meu irmão mais velho no Aeroporto de Brasília - Década de 70
Tendo em conta que a Academia da Força Aérea Brasileira está localizada em Pirassununga, uma distância de quase 800Km de Brasília, só via o meu irmão nas férias grandes.
O meu segundo contacto com a vida militar aconteceu quando eu tinha à volta de 15 anos e o meu outro irmão teve de ir cumprir o serviço militar obrigatório. Lembro-me que ele escolheu ir para os Fuzileiros Navais e foi. Esteve longe de casa uns valentes dias. Quase arrisco dizer que esteve incontactável mais de um mês antes de poder receber uma visita nossa. Antes de o irmos visitar ele ligou-nos de uma cabine telefónica pois, para os menos informados, não havia os facilitismos dos telemóveis como hoje em dia. O telefonema foi rápido porque uma chamada era cara e foi basicamente para dizer o dia e a hora da visita e ainda teve tempo para pedir para levarmos um pudim de leite condensado.
Para além de mim e dos meus pais não me lembro se a minha irmã também estava connosco. Chegados ao quartel dos Fuzileiros Navais tivemos de dar o nome do meu irmão. Foi nesta altura que percebi que o meu irmão era conhecido, oficialmente, pelo apelido (sobrenome) de família e não pelo nome próprio. Na FAB não era assim com o meu irmão mais velho e por isso achei piada quando chamaram pelo Soldado Alvarenga, utilizando o nosso nome de família. Foi fixe!
Chovia torrencialmente e foi-nos dada indicações para aguardarmos num local resguardado. Assim o fizemos e ficamos a observar os movimentos das outras famílias com os respectivos filhos. 
Começamos a ver de longe um rapaz a correr com a compleição física do meu irmão mas, tivemos dúvidas até ao momento em que ele chegou ao pé de nós. Era mesmo ele, mantinha o corpo atlético como sempre teve mas, estava com um ar abatido, com o camuflado encharcado da chuva e completamente careca. Acho que todos tivemos um choque inicial sobretudo, depois de o ver devorar em questão de minutos, o pudim que nos tinha pedido para levar. Era comer pudim às colheradas como eu nunca tinha visto na vida. 
Depois daquela fase inicial e quando o meu irmão regressou à casa, percebi que a tropa era coisa boa, muito boa mesmo. Como venho de uma família extremamente conservadora onde as meninas brincam de boneca e os meninos de carrinhos e blá, blá, blá, imaginem o que é ver o meu irmão fazer a cama como ninguém fazia lá em casa. Chegou a lavar e engomar a farda, coisa inimaginável naquela altura numa família como a minha. Aquilo era trabalho de mulher e, talvez por este motivo, nunca mais esqueci este episódio, foi lindo!
Para os mais distraídos na leitura deste texto, eu disse engomar e não passar a farda. É que nesta matéria de fardas os Fuzileiros eram super rigorosos e a farda tinha de levar goma para ficar com os vincos nos locais certos. 
Perguntam-me vocês, como é que eu sei isso? Porque em determinada altura negociamos a minha ajuda nesta árdua e minuciosa tarefa de engomar a bela da farda, tão simples quanto isso. Em contrapartida ele ofereceu-me um pólo lindo de morrer da Benetton que durou anos.
Acabada a experiência nos Fuzileiros o meu irmão concorreu para o Bombeiros Militares do Distrito Federal, entrou e neste momento é Coronel. Já esteve como operacional e responsável em várias operações de resgate no território brasileiro assim como internacional.
A minha quarta experiência estava a ser planeada em pormenor por mim e supostamente iria acontecer quando eu terminasse o meu curso superior em Educação Física. Iria ser uma experiência na primeira pessoa. 
Ao fim do 1.º ano do meu curso na universidade, casei e abracei o verdadeiro projecto da minha vida: a minha Família! 
Casei com um militar Português. 
O seguimento desta experiência de quase 30 anos com ele e, posteriormente, com as nossas filhas vai ter de ficar para outro dia...
...na parte II [versão Portuguesa].
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22/08/2016

Aquele momento...

...em que ela percebeu que a juventude de uma vida longínqua a tornou numa pessoa altamente adulta mas, desconhecida daqueles que a viram nascer e crescer. Por instantes aquele momento pareceu-lhe estranho sobretudo porque, por vezes, pensa-se que a natural ligação de sangue é suficiente para explicar tudo e, na verdade, não, não é.   
Ela é a mesma pessoa mas a distância do anos...e foram longos anos de distância, tornaram-na numa "desconhecida" difícil de entender, em particular, para aqueles que julgaram que o tempo ficou parado e que ela continuaria a ser a mesma menina de outrora, fácil de manipular, sempre pronta para ouvir e obedecer no mais profundo silêncio. Aquilo que a tornou diferente foi a capacidade de conseguir se desligar das imposições sanguíneas pouco positivas ou meramente circunstanciais porque, para ela, o tempo não parou e a menina ingénua ficou lá atrás, no passado. Ela passou a acreditar mais facilmente numa amizade verdadeira do que num laço genético tóxico e deixou de se preocupar com as ilações de conveniência.
Lá no fundo, ela ainda é uma menina obediente, sensível e frágil e será sempre, aos olhos de quem lhe consegue ver a alma contudo, a menina fez emergir uma mulher cheia de garra, boa disposição e excelentes energias. Uma mulher que não se coíbe em ser feliz e fazer o maior esforço possível para o dia de amanhã ser muito melhor que o de hoje. Uma mulher que gosta de rir, de fazer rir, de cantar, de dançar, de apontar o dedo mas também, de se olhar no espelho quando falha. 
Aquela menina aprendeu a ver a vida pelos seus olhos e deu olhos a ver, a quem ela fez nascer. A estes seres maravilhosos que lhe saíram de dentro das entranhas deu liberdade suficiente e ensinou-lhes o sentido da responsabilidade e mais do que tudo, do amor. 
Aprendeu a ler-lhes no olhar e deixou-lhes entrar para sempre na sua alma. Elas sim conhecem-na na totalidade, o bem o o menos bem porque isto de ser perfeito é só nos contos de fada e ela é, na verdade, genuinamente autêntica...nada mais nada menos.

27/07/2016

#Fardamento do Marido [acidentes de percursso]

Tenho de partilhar o sucedido e atire lá a 1.ª pedra quem nunca sofreu com esta situação.
A farda com a qual o marido voa, actualmente, até tem alguma qualidade se comparada com as anteriores (da vida civil) mas, em termos de quantidade, fica muito aquém de quem gosta de andar limpinho e impecável. Como a malta lá de casa é na sua totalidade adepta do limpinho e cheiroso, tenho de fazer alguma ginástica para o senhor comandante andar impecável. Mesmo com a minha vasta experiência em lavar, engomar e coser as várias fardas dele na vida militar (n.º 1, n.º2, fato de voo, blusão de voo, etc), alguns acidentes (felizmente poucos) aconteceram ao longo dos anos e com os erros fui aprendendo a ter mais cuidado.
Acontece que agora na vida civil, não há possibilidade de se comprar (pelo menos foi o que eu percebi) outra peça se algo de inusitado acontecer. Ainda vou confirmar se é mesmo assim mas, o que interessa é que eu consegui fazer algo que já não acontecia há anos e desesperei. Para quem está habituado a lavar roupa, sabe que é da praxe separar as peças brancas, as de cores e as escuras. As temperaturas e os cuidados a ter são diferentes, é algo perfeitamente normal neste tipo de tarefa.
Fiz uma máquina cheia de roupa branca e por descuido não me lembrei que já estava na máquina, uns calções bordeaux. 
Fiquei como a personagem do vídeo abaixo quando fui buscar a roupa para estender e ao invés de peças brancas, tinha uma máquina cheia de roupa cor de rosinha...o que vale é que só tinha uma camisa da farda do meu marido naquela máquina e nem vos conto as manobras que fiz para ter a situação minimamente controlada e, esta, é outra das capacidades que a mulher de um Piloto militar tem.