Mostrar mensagens com a etiqueta AVIAÇÃO. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta AVIAÇÃO. Mostrar todas as mensagens

25/05/2018

Já passou um ano inteirinho...


...e ainda consigo lembrar as todas emoções daquele dia e o orgulho em ver-te a alcançar os teus sonhos.
"porque uma vez que tenhas experimentado o voo, caminharás sobre a terra com o olhar posto no céu, porque lá estiveste e para lá queres voltar..."
Leonardo Da Vinci (1452-1519)

21/10/2016

Aeroporto LPPR

Sempre gostei de observar as emoções que as pessoas vivem nos aeroportos sobretudo, nas chegadas. 
Desta vez coube-me viver na 1.ª pessoa uma emoção e um orgulho ímpar. 
Não foi nas chegadas nem nas partidas, foi na porta de embarque. Lá estava eu de pé, junto aquela enorme vidraça, a olhar para onde o nevoeiro me permitia, a tentar adivinhar nas movimentações exteriores o momento certo. Eu sabia que estava para breve e deixei-me ficar naquele lugar até que o momento chegou...

Eu amo Lisboa

21/09/2016

Eu na Família de Militar - parte I [versão Brasileira]

A vida militar entrou na minha família quando eu tinha à volta de 10 anos de idade, com o ingresso do meu irmão mais velho na Academia da Força Aérea Brasileira. 
Naquela altura eu já gostava dos aviões e passava a maior parte do tempo a olhar para o céu quando ouvia aquele barulho característico das aeronaves. Tinha a sorte de morar em Brasília e muitas vezes era brindada com passagens do caça Mirage, colocado na Base Aérea de Anapólis, no Planalto Central do Brasil. Por aquela altura da minha vida não havia nenhum recurso tecnológico disponível que me pudesse permitir reconhecer outro avião. Na verdade, o Mirage era a única aeronave militar que eu conhecia de longe, pelo barulho característico que fazia.
Os aviões civis, comecei a reconhecê-los pelas constantes idas ao aeroporto de Brasília pois, visitar aquele espaço era um dos hobbies de domingo de muitas famílias Candangas. Tenho imensas fotos de infância no enorme terraço aberto ao público e que permitia uma visão única e privilegiada das descolagens e aterragens de todos os aviões que por ali passavam. Eu ainda era um pingente de pessoa mas adorava de paixão aquele barulho infernal dos aviões e era só vê-los a serem "estacionados" por alguém que para mim era muito próximo do super-homem. Só mais tarde, depois de casada é que percebi que os aviões não são para estacionar mas sim para taxiar e, é verdade, casei com o super-homem.
Eu, os meus pais e o meu irmão mais velho no Aeroporto de Brasília - Década de 70
Tendo em conta que a Academia da Força Aérea Brasileira está localizada em Pirassununga, uma distância de quase 800Km de Brasília, só via o meu irmão nas férias grandes.
O meu segundo contacto com a vida militar aconteceu quando eu tinha à volta de 15 anos e o meu outro irmão teve de ir cumprir o serviço militar obrigatório. Lembro-me que ele escolheu ir para os Fuzileiros Navais e foi. Esteve longe de casa uns valentes dias. Quase arrisco dizer que esteve incontactável mais de um mês antes de poder receber uma visita nossa. Antes de o irmos visitar ele ligou-nos de uma cabine telefónica pois, para os menos informados, não havia os facilitismos dos telemóveis como hoje em dia. O telefonema foi rápido porque uma chamada era cara e foi basicamente para dizer o dia e a hora da visita e ainda teve tempo para pedir para levarmos um pudim de leite condensado.
Para além de mim e dos meus pais não me lembro se a minha irmã também estava connosco. Chegados ao quartel dos Fuzileiros Navais tivemos de dar o nome do meu irmão. Foi nesta altura que percebi que o meu irmão era conhecido, oficialmente, pelo apelido (sobrenome) de família e não pelo nome próprio. Na FAB não era assim com o meu irmão mais velho e por isso achei piada quando chamaram pelo Soldado Alvarenga, utilizando o nosso nome de família. Foi fixe!
Chovia torrencialmente e foi-nos dada indicações para aguardarmos num local resguardado. Assim o fizemos e ficamos a observar os movimentos das outras famílias com os respectivos filhos. 
Começamos a ver de longe um rapaz a correr com a compleição física do meu irmão mas, tivemos dúvidas até ao momento em que ele chegou ao pé de nós. Era mesmo ele, mantinha o corpo atlético como sempre teve mas, estava com um ar abatido, com o camuflado encharcado da chuva e completamente careca. Acho que todos tivemos um choque inicial sobretudo, depois de o ver devorar em questão de minutos, o pudim que nos tinha pedido para levar. Era comer pudim às colheradas como eu nunca tinha visto na vida. 
Depois daquela fase inicial e quando o meu irmão regressou à casa, percebi que a tropa era coisa boa, muito boa mesmo. Como venho de uma família extremamente conservadora onde as meninas brincam de boneca e os meninos de carrinhos e blá, blá, blá, imaginem o que é ver o meu irmão fazer a cama como ninguém fazia lá em casa. Chegou a lavar e engomar a farda, coisa inimaginável naquela altura numa família como a minha. Aquilo era trabalho de mulher e, talvez por este motivo, nunca mais esqueci este episódio, foi lindo!
Para os mais distraídos na leitura deste texto, eu disse engomar e não passar a farda. É que nesta matéria de fardas os Fuzileiros eram super rigorosos e a farda tinha de levar goma para ficar com os vincos nos locais certos. 
Perguntam-me vocês, como é que eu sei isso? Porque em determinada altura negociamos a minha ajuda nesta árdua e minuciosa tarefa de engomar a bela da farda, tão simples quanto isso. Em contrapartida ele ofereceu-me um pólo lindo de morrer da Benetton que durou anos.
Acabada a experiência nos Fuzileiros o meu irmão concorreu para o Bombeiros Militares do Distrito Federal, entrou e neste momento é Coronel. Já esteve como operacional e responsável em várias operações de resgate no território brasileiro assim como internacional.
A minha quarta experiência estava a ser planeada em pormenor por mim e supostamente iria acontecer quando eu terminasse o meu curso superior em Educação Física. Iria ser uma experiência na primeira pessoa. 
Ao fim do 1.º ano do meu curso na universidade, casei e abracei o verdadeiro projecto da minha vida: a minha Família! 
Casei com um militar Português. 
O seguimento desta experiência de quase 30 anos com ele e, posteriormente, com as nossas filhas vai ter de ficar para outro dia...
...na parte II [versão Portuguesa].
Resultado de imagem para coração pequeno Resultado de imagem para coração pequeno Resultado de imagem para coração pequeno Resultado de imagem para coração pequeno

27/07/2016

#Fardamento do Marido [acidentes de percursso]

Tenho de partilhar o sucedido e atire lá a 1.ª pedra quem nunca sofreu com esta situação.
A farda com a qual o marido voa, actualmente, até tem alguma qualidade se comparada com as anteriores (da vida civil) mas, em termos de quantidade, fica muito aquém de quem gosta de andar limpinho e impecável. Como a malta lá de casa é na sua totalidade adepta do limpinho e cheiroso, tenho de fazer alguma ginástica para o senhor comandante andar impecável. Mesmo com a minha vasta experiência em lavar, engomar e coser as várias fardas dele na vida militar (n.º 1, n.º2, fato de voo, blusão de voo, etc), alguns acidentes (felizmente poucos) aconteceram ao longo dos anos e com os erros fui aprendendo a ter mais cuidado.
Acontece que agora na vida civil, não há possibilidade de se comprar (pelo menos foi o que eu percebi) outra peça se algo de inusitado acontecer. Ainda vou confirmar se é mesmo assim mas, o que interessa é que eu consegui fazer algo que já não acontecia há anos e desesperei. Para quem está habituado a lavar roupa, sabe que é da praxe separar as peças brancas, as de cores e as escuras. As temperaturas e os cuidados a ter são diferentes, é algo perfeitamente normal neste tipo de tarefa.
Fiz uma máquina cheia de roupa branca e por descuido não me lembrei que já estava na máquina, uns calções bordeaux. 
Fiquei como a personagem do vídeo abaixo quando fui buscar a roupa para estender e ao invés de peças brancas, tinha uma máquina cheia de roupa cor de rosinha...o que vale é que só tinha uma camisa da farda do meu marido naquela máquina e nem vos conto as manobras que fiz para ter a situação minimamente controlada e, esta, é outra das capacidades que a mulher de um Piloto militar tem.

13/07/2016

Tinha mesmo de escrever

Imagem: Força Aérea Portuguesa (Facebook Oficial)
"Voei" poucas vezes no C130 e quando o fiz, estava com toda a minha família à bordo. As minhas filhas eram pequenas, tiveram o privilégio de ir ao cockpit e viram o céu de outra perspectiva. 
Eu não estava em casa no dia 10/07/2016, quando, por aquilo que me disseram vezes sem conta, passou em rodapé em todos os canais de televisão, uma nota do fatídico acidente com o avião C130H, da Força Aérea Portuguesa. 
Eu soube do sucedido pelo telefone e de imediato senti aquela sensação horrível, aquela angústia que aperta tanto o coração que nos deixa completamente sem chão. Já senti esta sensação outras vezes...mais do que alguma vez pudesse imaginar que ia sentir e sempre com a mesma tristeza e dor. 
Eu venho de uma família de militares e continuo numa família de militares. Sou casada com um Piloto Aviador que esteve a maior parte da vida dele, da nossa vida, na Força Aérea Portuguesa. 
A família de um Piloto Aviador, não está preparada para nada disso que aconteceu. Enquanto que eles, os Pilotos, fazem aquilo que gostam e sabem o risco que correm diariamente nós, esposas, mães e filhos tentamos não pensar muito nisso e sem querer ou saber, vivemos o dia a dia suspensos numa linha muito tênue de que pode ser o último dia e esperando que este momento nunca chegue. 
Da minha perspectiva e observação, ser Piloto Militar não é tarefa fácil e nem poderia ser de outra forma. Os testes que eles têm de fazer para serem diferenciados no meio de tantos candidatos têm de ter fundamento útil para a nação, os anos de estudo até terem a tão desejada asa ao peito têm de valer mais do que aquilo que foram as notas de rodapé nos canais de televisão...
Aos militares que sobreviveram ao acidente desejo a melhor recuperação possível.
As vitimas mortais deste acidente, os verdadeiros heróis de Portugal, deixaram as suas famílias e amigos sem poderem dizer adeus...estão a voar mais alto, muito alto e irão continuar a voar eternamente porque são, militares da Força Aérea Portuguesa!

04/07/2016

Air Race Lisboa - Internacional Airshow

Na falta de palavras para descrever a emoção de estar presente na iniciativa, deixo a minha visão do lado de cá, na óptica do meu telemóvel. 







22/12/2015

Adeus ano velho...

Farei tudo o que estiver ao meu alcance para que 2016 seja um ano repleto das melhores resoluções.
Em 2015, por um motivo exacerbadamente egoísta da minha parte, decidi escrever menos no meu blogue. Neste ano que se avizinha vai ser diferente, pelo menos vou tentar que assim seja.
Várias pessoas perguntaram-me inúmeras vezes os motivos pelos quais decidi quase parar de escrever. A razão pela qual não partilho através deste blogue, estas motivações, é porque estaria a dar importância a um assunto que não vale um cêntimo furado, muito menos, qualquer protagonismo.
Foi necessário algum tempo para acalmar a minha alma e voltar ao estado de espírito que me inspira a escrever. 
Não sou poeta, nem escritora ou coisa que o valha porém, não consigo escrever sem ser naturalmente transparente nas palavras que passo para este espaço e pretendo continuar assim.
Em mote de inspiração, voltei a fazer postais de Natal. Não consegui fazê-los para todos os meus amigos e familiares por motivos de saúde e só por este motivo, tive de reduzir a lista.
Se eu fosse um avião diria que foi necessário um ano de manutenção, a troca de algumas peças e a aquisição de novo software para a aeronave ficar como nova. Entretanto...
- Senhores passageiros, preparar para a descolagem. Apertem os cintos de segurança, tomem atenção às indicações dos assistentes de bordo e nunca se esqueçam: É terminantemente proibido não ser FELIZ!

17/01/2014

Entre outras coisas...


...coincidência é gostar de aviões desde a infância e ter um marido piloto.
Tive a oportunidade de conhecer os aviões Epsilon TB30, na versão original, quando chegaram em Portugal já lá vão uns valentes 25 anos, se não estou em erro.
Naquela altura eu tinha a possibilidade de ver algumas das manobras desta máquina voadora, da janela da casa onde eu vivia. 
Uns são videntes e, outros como no meu caso, conhecem os aviões pelo barulho que fazem. As vezes me engano (e os videntes também) mas regra geral, bate a bota com a perdigota.

02/01/2014

Aterragem em Frankfurt | Destino final: Istambul


Depois da descolagem em Lisboa, chegou o momento mais estressante para mim em qualquer viagem de avião.

Descolagem de Lisboa | Destino final: Istambul




Uma perspectiva completamente diferente do habitual. A emoção é tanta que nem consigo explicar e, para completar o panorama, a visão do estádio de Alvalade via aérea é simplesmente magnífica!

01/01/2014

Olha o avião

Enquanto a maior parte dos mortais dormia, fui brindada com um Bom Dia muito especial.
A imagem está tremida porque no meio da atrapalhação, eu não conseguia decidir se gravava ou se acenava ao meu amor.

14/10/2013

Aeroportos

Fotografia: Duarte Gomes
Domingo dia 06 de outubro, depois de ter deixado a minha filha no Instituto de Odivelas, apeteceu-me fazer uma surpresa à minha cara metade. Fiz-me ao caminho do aeroporto e estacionei o carro. Dirigi-me às chegadas para ver aquele que mais amo chegar de mais um dia de trabalho. Enquanto esperava, fiz aquilo que costumo fazer quando estou no aeroporto...observei as pessoas que ansiosamente esperavam por alguém. Aqueles momentos de espera, aquela visão muitas vezes ansiosa de quem espera ver chegar seus entes queridos ou amigos, é uma verdadeira demonstração da psicologia humana. Uns ficam sentados a ler ou a ouvir música, outros, ficam à porta das chegadas numa tentativa de serem logo avistados por quem chega. Aqueles que demonstram uma calma aparente, escolhem sentar no café que está mesmo à frente da plataforma das chegadas e ali, a beberem o seu café, não hesitam em manter o olhar direccionado para as dezenas de pessoas que chegam a arrastar os carrinhos com as malas. Em qualquer momento pode aparecer a pessoa que estão à espera.
Em 1989, vivi um momento único naquele aeroporto. Depois de mais de 10 horas de viagem, cheguei à Portela para dar início ao resto da minha vida. A emoção que vivi durante o voo até chegar aos braços do meu marido, foi algo que não consigo descrever por palavras. Eram tantas as emoções e os sentimentos que nos levaram aquele momento que nunca seria possível uma verdadeira reconstituição.
De facto os aeroportos são lugares de sentimentos. A dor da partida se mistura com a alegria da chegada e apenas quem vive estes momentos, sabem com clareza aquilo que me refiro.
...naquele Domingo amei te esperar no aeroporto, noutro registo está claro, porém, com memórias de uma vida inteira ao teu lado.