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18/02/2017

Pronto, foi só um desabafo

Bem sei que os tempos mudaram, que temos acesso a informação como nunca antes tivemos, que os valores e a ética andam, infelizmente, pela hora da morte e que o mundo que até bem pouco tempo estava a caminhar para o abismo, agora corre em marcha rápida. O cenário não é propriamente o mais interessante porém, continuo a tentar ser como sempre fui e vou tentando viver os meus dias com o melhor toque de optimismo possível.
Há coisas que me deixam triste e outras tocam-me tão profundamente que é mais que tristeza. Ontem quando cheguei a casa e revi as imagens das jovens que agrediram uma outra de 13 anos, chorei sem conseguir conter aquela sensação horrível de impotência. Os gritos de "para, para" que a jovem gritava enquanto levava murros, bofetões e puxões de cabelo deixaram-me devastada.
No meu tempo de escola também havia porrada e não eram só entre rapazes, as raparigas também tinham o seu espaço mental de parvoíce. Naquele tempo não havia telemóveis, redes sociais e nem todas as famílias tinham telefone fixo e mesmo assim estas situações aconteciam. 
Os parvos e as parvas que continuam a julgar ser à base de porrada que conseguem demarcar território como os cães que fazem xixi nos muros ou alcançar respeito à base do medo imposto, são nadinha, nadinha. Mesmo!
Estes e estas jovens sabem que estão a fazer mal e não me venham cá com tretas de que isso, aquilo ou aquilo outro (tangas de especialistas que hoje existem como o ar que respiramos). É que eu não acredito em Pai Natal, ok? Portanto, por mim, podem ir direitinho para o mesmo saco dos homens que batem em mulheres, pessoas que tratam mal os idosos ou pessoas com características de deficiência, pais que se estão a cagar para os filhos e permitem que estes passem por situações de grande angústia, pessoas que maltratam e abandonam os animais, pedófilos, falsos padres, etc...nem vou continuar a lista, acrescentem se assim o entenderem; vão todos para a merda, pode ser? Porque, para além de serem uns fanáticos, são intolerantes e estão a ajudar o mundo que já está carente de pessoas de bem, de valores, de exemplos a seguir, a ser um lugar de medo, de incompreensões, de imposições e de todas estas vossa tretas.
Sim, a dona desse blogue não costuma usar asneiras mas fui euzinha que escrevi, ok? Não fui vitima de blog jacking.

13/06/2016

Mielopatia degenerativa - Uma realidade na minha família

Quando se gosta de um animal como parte integrante da família tenta-se encontrar respostas para o sofrimento que se aproxima, para o inevitável.
Tive sempre algumas dificuldades em passear a nossa cadela pastor alemão  ao longo destes quase 13 anos, que ela está na nossa família, devido à força, energia e espírito de liberdade típico dos pastores alemães. Pelo menos uma vez fui literalmente arrastada por ela quando tentou  perseguir um cavalo.
Por mais que desejássemos fazê-la uma cadela educada e sociável com os outros cães, foi algo que nunca conseguimos fazer. Nos primeiros anos de vida andou em treinamento mas manteve sempre a sua personalidade de cão de guarda, fiel à família e do mais fiel que pode haver.
Ela até poderia fazer o pino de tão inteligente que sempre foi mas, quando se tratava de estar ao pé de outros cães a coisa mudava de figura sobretudo, se outros canídeos lhe viessem chatear cheirar, no seu diâmetro de conforto. 
Aquele olhar meigo e doce, aqueles olhos castanhos cor de mel olham agora para nós, como se nos perguntasse diariamente: o que se passa comigo?
Desde que estamos a viver no campo notamos algumas mudanças que a princípio, não nos pareceu sintoma de uma doença.
Como eu disse anteriormente, no início todos achávamos alguma piada à forma como ela fazia as necessidades quando íamos passear. Para fazer xixi ainda conseguia agachar e talvez por esta razão não relacionámos que estivesse a ficar doente. O que começou a ser estranho era a forma como ela começou a fazer cocó pois, fazia-o sem parar de andar e arrastava ligeiramente as patas traseiras. Cheguei a comentar isto com várias pessoas amigas e todos diziam o mesmo ou seja, vai na volta e a cadela está tão contente por estar no campo com tantas coisas para cheirar que tem de aproveitar todos os instantes para cheirar tudo o que puder mesmos que tenha de fazer cocó ao mesmo tempo.
Voltei a passeá-la sozinha e ainda o fiz durante alguns meses com ela a manter este padrão de arrastar as patas traseira quando ia começar a fazer cocó.
Foi num domingo, em novembro de 2015, que fui fazer o passeio habitual com ela e tudo ficou literalmente diferente desde então. De notar que o percurso não era longo nem difícil mas, tornou-se num calvário. Em determinado momento do passeio ela deixou-se cair depois de fazer xixi e assim ficou sem conseguir levantar.  Foi como se ficasse paralisada das pernas traseiras de um momento para o outro e aquele olhar meigo e doce continuava a olhar para mim cheia de dúvidas e eu completamente à nora, sem saber o que estava a acontecer sem saber como ajudar, sem nenhum carro que passasse nas redondezas e que eu pudesse pedir ajuda, sem nenhum vizinho que eu pudesse chamar para me trazer um carrinho de mão ou algo que valesse a pena para transportar a minha kika com quase 40 kilos, sem o meu marido em Portugal, sem as minhas filhas ao pé de mim e eu que não podia fazer nenhum esforço físico pois estava recém operada. As lágrimas não tardaram a correr pelo meu rosto e no meio de tanta emoção, sentei-me ao lado dela e fiz-lhe festinhas, muitas festinhas e disse para ela ter calma que tudo aquilo ia passar. Tive de manter a calma pois não tinha outra opção. Depois de alguns minutos a descansar ela conseguiu dar uns passos e voltou a cair nas patas traseiras. Fizemos o percurso de regresso à casa todo assim e a Kika nunca mais voltou a ser como era, fisicamente claro.
Na semana seguinte tivemos de chamar o veterinário à nossa casa e a Kika foi fazer exames de diagnóstico ao Centro Veterinário. Para além dos vários bicos de papagaio, ela tem uma doença que ataca sobretudo pastores alemães entre o 5.º e o 14.º anos de vida, a mielopatia degenerativa, uma doença medular sem tratamento e sem cura.
Aquilo que tentamos fazer diariamente é oferecer amor, muito amor, bem estar e qualidade de vida, até não ser mais possível.
Neste momento ela já não consegue controlar as necessidades fisiológicas e está cega de um olho mas é amada como no 1.º dia em que chegou à nossa casa.
Temo o pior e partilho esta experiência na expectativa de ajudar outras famílias que estejam a passar pelo mesmo.

06/06/2016

Sabe que noite é hoje?

Hoje a noite quando for dormir faça uma oração ou simplesmente pense nos 37 mil soldados que perderam a vida há 72 anos, quando desembarcaram na Normandia. 
O dia D é considerado até hoje a maior invasão marítima da História.

29/05/2016

Ninguém merece esta violência

Não há nenhuma desculpa no mundo que possa abonar as atitudes daquele grupo de anormais que violaram a jovem de 16 anos no Rio de Janeiro.
Só quem nasce e cresce num país onde a taxa de violação é mais do que elevada, sabe o que estou aqui a dizer. Ter de sair de casa todos os dias para ir à Escola, trabalho ou faculdade e ter de estar constantemente a olhar por cima do ombro para tentarmos garantir que nenhum tarado nos está a seguir é algo que só quem já viveu na 1.ª pessoa sabe o que significa.
A insegurança no Brasil não é vivida apenas dos roubos por esticão, assaltos à mão armada, violência de diversas formas e pivetes (miúdos de rua) que metem alguns dos mais famosos gangsters, no chinelo. 
Posso dizer que vivi a minha adolescência com medo...tinha pânico de ser violada como qualquer outra menina com a minha idade na altura, como qualquer mulher no Brasil. O medo é algo que se entranha dentro de nós perante algo que sabemos que não é bom, algo que não nos vai trazer boas experiências, algo que magoa, que faz doer, que pode aleijar seriamente o nosso corpo e que pode nos tirar a vida.
Tive uma colega da escola primária que levou um tiro no peito pois, no meio da madrugada acordou com um barulho estranho no quarto e deu de cara com um bandido.
Noutra ocasião foi num dia de alvoroço no bairro onde eu nasci e cresci que vi uma mulher morta e largada detrás de uma paragem de autocarro. Tinha vários tiros no corpo e estava deitada de barriga para baixo. 
Quando crescemos num ambiente deste género temos de criar algumas defesas e estarmos à frente daquilo que pode vir a acontecer. 
Como eu era uma medricas do caraças, andava constantemente a olhar para a minha sombra não fosse ser traída por um mero descuido. Por mais que eu tentasse relaxar era impossível. 
Até em casa passei a colocar nas janelas do meu quarto uma garrafas amarradas para fazerem barulho se alguém tentasse forçar a entrada e tinha um medo que me pelava de ir ao quintal à noite. Foram tantas vezes que ladrões tentaram entrar em casa dos meus pais que perdi a conta. Tínhamos 1 cão à frente de casa e outros 2 no quintal. Numa das vezes o ladrão queria entrar em grande pela porta principal da casa e não mediu esforços e levou uma cadela em pleno cio para entreter o Nero, nosso cão de guarda. Sem entrar em grandes detalhes o individuo teve azar mas tenho noção que podia ter sido muito pior para ele.   
Voltando à situação da jovem violada por 30 anormais no Rio de Janeiro, há uma coisa que eu sei e ninguém mudará o meu pensamento: 
O mundo estaria muito melhor se esta estirpe não existisse e até lá, deviam lhes cair as pilas aos pedaços, como se fosse lepra. E mais não digo.

18/02/2016

No pleasure at all

Quando a minha filha começou a trabalhar numa conhecida loja de pizzas, no Cascaishopping, ela ainda estava no ensino secundário. Apesar do ordenado ter ter sido abaixo do miserável, fui sempre de opinião que ela devia trabalhar para pagar, sobretudo, as despesas mensais que tinha com o carregamento do seu telemóvel. 
Aquele período e aquela experiência foi algo de curta duração porque a minha filha, rapidamente foi convidada para integrar outro projecto. Fica uma memória em formato de lição que não resisto em partilhar:
2011 - Depois de um dia inteiro a trabalhar no duro, limpar, confeccionar, e atender clientes a minha filha teve de lidar os olhares e o gozo literal de alguns colegas que andavam na mesma Escola secundária que ela. Julgavam estes ditos jovens que aquilo que ela estava a fazer, ou seja, a trabalhar, era algo pouco digno e até vergonhoso...
2015 - Eu e a minha filha na linha de caixa de um conhecido hipermercado e querem adivinhar quem estava a atender? Eu ajudo. Era uma das raparigas que fazia parte do grupo que lançou valentes piadolas quando a minha filha estava a trabalhar na pizzaria.
2016 - Linha de caixa da Primark....desta feita, um rapaz que também fazia do mesmo grupo de 2011.
Ninguém deve cuspir para o alto em nenhum momento da vida, nomeadamente, quando aquilo que o outro está a fazer é algo digno e merecedor de todo respeito.

22/12/2014

Postais de Natal

Este ano fiz alguns postais de Natal e comprei outros (não muitos), para ajudar uma ou outra causa. 
O primeiro que enviei foi para a minha sogra, que já o deve ter recebido de certeza absoluta. 
Produzi à mão, dois postais especiais, um para alguém que não conheço no âmbito do desafio PPC 2014 e o outro para a equipa das manhãs da Rádio Comercial. 
Não sei quando estes postais chegarão ao destino porém, sei que não há nada mais interessante do que receber um postal de Natal, escrito à mão, à moda antiga, uma mensagem em que sabemos que a pessoa que nos escreveu, esteve durante aqueles minutos com a devida atenção voltada apenas para nós. Não tenho nada contra as mensagens digitais e por sms mas estas, perdem-se no tempo e na memória. Como é que eu posso me lembrar de mensagens enviadas um ano atrás, se não tenho um arquivo para as mesmas? Os postais, guardo-os religiosamente e gosto de os rever no ano seguinte. Sou uma miúda ultrapassada? Se calhar sou mas gosto de ser assim, fazer o quê não é?!

11/08/2014

Missão de Paz

Tenho um verdadeiro orgulho em partilhar este vídeo. 
Meu irmão que aparece no filme (1:25:00), fez parte do apoio humanitário e resgate das vítimas do terremoto que aconteceu no Haiti. 
A melhor medalha de honra, mérito e louvor que este homens e mulheres podem ter é sem sombra de dúvidas, todas as vidas que conseguiram salvar. 

10/01/2014

Mamografia desajeitada

A última vez que fui fazer este exame, estava tão nervosa como sempre estou nas mamografias. É a aquela sensação de que antes de entrar na sala está tudo bem e no momento seguinte, o mundo pode desabar. Angústias à parte, a experiência foi algo do outro mundo.
Depois de estar hora e meia na sala de espera em que única televisão existente, estava a passar o cortejo fúnebre do Eusébio, ainda tive de ouvir as conversas ao telemóvel de uma suposta "tia de Cascais" que falava como se estivesse em sua casa. Haja paciência e, naquele dia, eu tenha de manter a calma. As tantas, quando me preparava para ir ao balcão perguntar a razão do atraso, eis que aparece uma técnica de pasta na mão e, sem erro de fonética, chama o meu nome. Ufa, depois de tanto tempo à espera, ouvir o meu nome ser chamado como deve ser, parecia um bom presságio e música para os meus ouvidos. Indicou-me o quarto (cubículo claustrofóbico), disse para me despir completamente da cintura para cima, colocar a bata descartável e entrar de seguida na sala de exame. antes de sair pediu-me os exames de anos anteriores, alertou-me para não esquecer de trancar a porta e levar a chave comigo. Enquanto o exame durasse, aquele cubículo ia ser só meu. 
Entro na sala para iniciar o exame e a técnica pede-me para despir a bata e me aproximar da máquina de mamografia. Antes da dar início ao exame ela pede-me para vestir novamente a bata e voltar para o meu cubículo claustrofóbico. Tenho de aguardar fechada naquele espaço diminuto, uma nova oportunidade.
Passados dois ou três minutos, regressa ao cubículo e chama-me para finalmente dar início ao exame.
Começa o filme que não resisto em partilhar:
Diz-me a técnica:
- Primeiro vamos fazer frontal
Agarra-me literalmente na mama direita, escarrapacha com ela naquela base fria e dá início as indicações pormenorizadas para a mamografia ficar na perfeição. 
- Agora vai olhar para cima...coloque as mãos nesta posição...arraste os pés até chegar aqui...descontrai...assim está bem.
Entretanto, dá início à espalmação da mamoca, como todas as mulheres que já fizeram este exame sabem. Depois de bem espalmadinha ela diz-me:
- Agora segura a outra mama e puxa-a assim para o outro lado. 
Do nada e sem aviso prévio, sai a correr para aquela área onde se aperta o botão da "fotografia" e enquanto corria disse simplesmente: 
- não respira. 
Poças, não sei se estão a ver o filme. Eu fiquei quase roxa e o tempo passou a ser uma eternidade. Finalmente aquela alminha disse:
- Pode respirar
Daí para frente, fiquei mais atenta ao momento certo para poder ou não respirar.
A melhor parte deste filme foi fazer as laterais. Dos dois lados a situação foi exactamente igual. Fui posicionada com todos os pormenores possíveis mas a coisa não devia estar a correr muito bem. A técnica estava sempre a me dizer a mesma coisa: 
- descontrai coloca aqui a mão em cima e chega o quadril mais para trás...assim tá ver, pernas para à frente e quadris para trás. 
Como a coisa estava muito difícil ela perguntou a razão de eu não conseguir descontrair; então, eu não resisti e tive de responder: 
- Das duas uma, ou faço o exame assim, ou então descontraio e caio literalmente ao chão. 
- Cai? Respondeu-me ela. 
- Sim caio. Não sei se reparou, mas para além da posição que me encontro, ter a mama espalmada até dizer chega e não poder respirar, não me dá outra hipótese senão ir parar ao chão.
A última coisa que ouvi enquanto ela corria para tirar a "foto" foi...
- não respira.....................pode respirar.

19/11/2013

Check list: Leitura em dia

Depois de quase em simultâneo, acabar de ler dois livros tão parecidos e tão diferentes entre si, tenho de confessar aqui para os meus botões que fiquei extremamente tocada pela proximidade e força feminina que me uniu à escrita do livro: "Também Há Finais Felizes" de Fernanda Serrano.
No outro livro, "Giane - Vida, Arte e Luta", fiquei com a nítida sensação de que faltava ali qualquer coisa. Havia sempre um interruptor que estava desligado e por mais que eu estivesse entranhada na história, não havia aquele elo que normalmente me liga a cada um dos livros que leio. Tenho de acreditar que se o livro tivesse sido escrito pelo próprio actor e não por Guilherme Fiuza, que seria bastante melhor, mais autêntico e menos forçado nas enfâses profissionais de um actor que merece todo o respeito do seu público.

Num registo completamente diferente, tenho em mãos outra obra literária que está a me deixar em grande delírio.

30/10/2013

Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama

Hoje é dia nacional de alerta. Faça a sua prevenção e não se deixe dormir porque, o cancro não fecha a pestana!

10/05/2010

sexta, sábado e domingo

Como já vem sendo habitual, o nosso fim-de-semana começou cedo e foi deveras movimentado.
Sexta-feira teve início mais uma edição do Make a Wish no SHAPE.
A meteorologia dizia que ia chover mas São Pedro esteve do nosso lado e, não mandou, nem uma gota de água...o frio, este era de rachar mas como sempre digo, não se pode ter tudo na vida. O evento, começou às 15h00 com a largada de todos os países para a volta de honra. Foi o princípio das 24 horas de muita força de vontade, empenho e animação de todos os que por lá passaram.
As personagens típicas, alusivas a todo e qualquer evento, tiveram a opotunidade de mais uma vez marcarem a sua presença.
Foi o caso...

...do homem da tuba...
...de outro com a gaita de foles...
...do cão da minha vizinha e, tantos outros, cuja descrição seria demasiado extensível para este espaço.
Nós, como família e como representantes de Portugal, demos com muito agrado o nosso contributo ao Make a Wish e, estivemos a andar em passo rápido, durante duas horas. No dia seguinte e muito perto do final do evento, Portugal já tinha dado 443 voltas ao circuito.
Sábado foi o encerramento do evento onde teve lugar a tradicional foto das nações (tirada de uma espécie de grua).
Domingo...
o plano inicial era acordarmos às 6h30 para irmos dar um passeio muito esperado mas, a canseira dos dois dias anteriores fizeram-nos tardar um pouco mais em sair da cama. Apesar do dia ter amanhecido com um nevoeiro daqueles que colocam em dúvida se deves sair de casa ou não, nós seguimos viagem até Delft, na Holanda.
Cidade muito simpática onde nasceu do famoso pintor Johannes Vermeer cuja obra que eu mais aprecio é...
Rapariga com brinco de pérola, devido ao filme protagonizado pela actriz Scarlett Johansson.
Seguimos directamente daqui para Keukenhof, um dos espaços naturais mais bonitos que vi até hoje...
...onde as flores são lindas na sua plenitude, exalam um perfume suave e, onde apetece simplesmente, esquecer que existe a palavra tempo!
Estivemos mais ou menos umas cinco horas dentro deste gigantesco jardim de tulipas e outras espécies, tão ou mais belas que estas.
A natureza está presente em todo o lado, de várias formas...
No entanto, fiquei muito impressionada com a imponência das tulipas quando estão plantadas assim, em grupos de diferentes cores e feitios.
Com muita pena minha tivemos de ir embora perto do fecho das instalações. Se não estivesse tanto frio e, pela minha vontade, ficaríamos escondidos para sempre naquele paraíso...
Continuamos a nossa saga até Amesterdão. Fica o registo de uma das muitas ruas onde a degradação humana está nas montras...
Foi a terceira vez que fizemos um pit stop nesta cidade e, contrariamente às outras duas vezes, a cidade estava um autêntico nojo. O lixo (toneladas), estava espalhado por todas as avenidas, ruas e recantos.
Quando decidimos regressar à casa, já passava das 21h30 mas ainda tive tempo de captar o lusco-fusco holandês.
Nemo - Centro Nacional de Ciência e Tecnologia de Amesterdão

Um dos panoramas

25/03/2010

SIGNS OF HOPE

Soube ontem que a biópsia que meu pai fez à prostata deu resultado positivo ao cancro. Fiquei destroçada e não quero verbalizar o assunto com ninguém por enquanto porque sei, que não resitiria a chorar horas seguidas...Ontem a noite ainda tentei escrever no blogue mas as palavras pareciam chocar em si como se elas estivessem num trânsito caótico e eu, por mais que tentasse, não soube por onde começar.
Fui para a cama exausta e sonhei com este título que estava escrito em várias placas de sinalização de uma extensa auto-estrada...signs of hope, signs of hope, signs of hope...
Neste exacto momento, quero dar todo o apoio e força ao Homem sobre o qual escrevi o post do amor incondicional e dizer para ele tentar encarar este desafio como sempre encarou tudo na vida ou seja, com pensamento positivo e muita força de vontade. Porém, se em algum momento fraquejar nestes pensamentos que saiba que é humano sentirmo-nos pequeninos perante situações que não conseguimos controlar. O importante é não desistir, jamais! 
Hoje está a ser particularmente difícil escrever...E quando faltam as palavras recorre-se às imagens.

08/03/2010

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Como muitos dias de comemoração deste género, fala-se muito mas na verdade, ninguém sabe bem como surgiu. Obviamente que as pessoas podem ou não concordar com o real facto das mulheres terem um dia internacionalmente concebido para elas mas isto, é outro assunto. Sou a favor da liberdade de escolha e temos de respeitar todas as opiniões.
Em alguns países elegeu-se a mimosa que tem uma flor delicada e perfume característico como símbolo deste dia.